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sábado, dezembro 21, 2019

Já Vimos The Witcher! O Melhor e o Pior da Nova Aposta da Netflix


Quando a série "The Witcher" foi anunciada pela Netflix muitos perguntaram-se se poderíamos estar perante um sucessor digno de "Game of Thrones". Baseado na obra de ficção do famoso autor Andrzej Sapkowski, uma espécie de George R.R.Martin polaco, "The Witcher" começou por crescer no mundo literário e, após uma tímida e mal aproveitada passagem pelos cinemas e televisões polacas pro via de duas adaptações (um filme e uma série) desta história, as aventuras de Geralt of Rivia chamaram a atenção de uma companhia de videojogos, a CDProjekt Red. Foi esta empresa que transformou a obra de Sapkowski numa saga de videojogos que já conta com três obras e que em breve deverá ter uma quarta (pelo menos). Estes videojogos são um sucesso crescente e têm estado nas bocas do mundo, por isso era uma questão de tempo até que Hollywood se desse conta do potencial desta obra e desse início à produção de uma adaptação da história para o cinema ou para a televisão. Perante o fracasso claro que o filme polaco "The Hexer" representou, a Netflix, empresa que avançou primeiro para a compra dos direitos de adaptação da obra de Sapkowski, decidiu seguir o rumo mais cauteloso e apostou na criação de uma série televisiva que, agora, chegou à plataforma de streaming. 
Com um processo de pré-produção envolto em polémica devido à escolha do elenco, nomeadamente no que toca às escolhas de Anya Chalotra e Henry Cavill para assumirem os dois papéis principais da série (Yennefer of Vengerberg e Geralt of Rivia respectivamente), "The Witcher foi perdendo credibilidade e atenção mediática, já que muitos esperariam, atendendo à complexidade da obra e às polémicas em redor da série, um desastre claro. Mas visto os primeiros oito episódios da série (uma segunda temporada já está confirmada) podemos afirmar que "The Witcher" está longe de ser o fracasso que se previa. É certo que há muito por onde melhorar numa segunda temporada, mas esta primeira parece ir de encontro os desígnios e esperanças dos fãs. 
Com uma boa e característica dose de fantasia e ação, "The Witcher" explora lentamente um mundo de aventura, magia e batalhas com a presença de jogos políticos que nos fazem lembrar vagamente a série "Game of Thrones". É certo que a política aqui tem sempre um papel secundário em detrimento do mistério e de tramas fantasiosas, mas é agradável de verificar que "The Witcher", ao contrário dos jogos, não se foca apenas em aventuras secundárias e lutas monstruosas, preferindo dar destaque ao drama, ao suspense, à intriga política e até ao romance!
O enredo, pese embora seguro, tem algumas falhas de coerência e estruturais, sendo que o seu desenvolvimento também não obedece a um ritmo propriamente esclarecedor, mas num plano geral acaba por transmitir adequadamente o espírito da obra de Sapkowski e, assim, acaba também por conquistar os fãs da série. Para quem não conhece as bases desta obra, então admito que "The Witcher" possa ser um pouco rebuscado e difícil de ver, mas se é fã de histórias de ação e fantasia acredito que acabará por ficar convencido. Não é, no entanto, uma série com potencial de se tornar marcante ou icónica, como a já citada "Game of Thrones". É uma boa peça de entretenimento, que poderá até abrir espaço para uma saga cinematográfica, mas dúvido que a veremos a brilhar nos Emmy Awards ou nos Golden Globes.
E quanto ao polémico elenco? Bem, Cavill conseguiu calar os críticos e apresenta uma performance convincente no papel do sombrio Geralt of Rivia. E certo é que o grande trabalho de caracterização apagou o seu look jovial de Hollywood e substitui-o por um look bem mais negro e ao estilo da personagem que interpreta, mas o carisma do ator também é de realçar. Já Anya Chalotra (que recentemente apareceu na minissérie "The ABC Murders" exibido pelo Fox Crime), a outra protagonista e o outro lado da polémica, também tem convencido. É certo que fisicamente nada tem a ver com a personagem que interpreta (embora também seja alvo de um bom trabalho por parte do Departamento de Caracterização), mas nos episódios em que aparece dá um verdadeiro espetáculo e assume-se como um grande par para Cavill/Geralt. 

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