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Entrevista Com o Realizador Argentino Francisco Bendomir, Criador de Una Chica Invisible

Entrevista Com o Realizador Argentino Francisco Bendomir, Criador de Una Chica Invisible
Será exibido no FantasPorto 2020 o filme "Una Chica Invisible" que competirá na Secção da Semana dos Realizadores. É um filme diferente entre o drama e o humor que é realizado por Francisco Bendomir, um promissor cineasta argentino que tem tudo para encantar Portugal e o Fantas com esta sua primeira longa metragem. O Portal Cinema entrevistou-o e adoramos ficar a conhecer um pouco melhor Bendomir e a sua imensa visão artística.
The film "Una Chica Invisible" will be shown at FantasPorto 2020, which will compete in the Directors' Week. It´s a different film that is directed by Francisco Bendomir, a promising Argentine filmmaker who has everything to dazzle Portugal and Fantas with his first feature film. Portal Cinema interviewed him and we love getting to know Bendomir a little better, and we became immensely impressed by his artistic vision.




Entrevista Com o Realizador Argentino Francisco Bendomir, Realizador de Una Chica Invisible


Portal Cinema (PC) – Antes de mais, conte-nos sobre a sua formação profissional e por que é que decidiu iniciar uma carreira profissional na indústria cinematográfica como diretor e editor? Quais são suas principais influências?/ First of all, tell us about your professional background and why did you decided to embark on a professional career in the film industry as a director and editor? What are your main directorial influences?

Francisco Bendomir (FB) - Desde que aprendi a ler e escrever, ficou claro para mim que queria contar histórias. Ter uma infância complicada e usar a imaginação para escapar para mundos paralelos sem dúvida que ajudou. Ter uma mãe que é escritora, também. Mas a ideia de fazer cinema surgiu muito depois, provavelmente porque, quando eu era criança, achava que fazer cinema era uma atividade reservada a anglófonos e milionários. Com o tempo, entendi que bastava ser milionário
Comecei por estudar Letras, depois Tradução até que finalmente me matriculei em Imagem e Som na Universidade de Buenos Aires. Em menos de um ano, abandonei a faculdade para filmar uma série Web junto com Daniela Iwaniuk, uma amiga que, de certa forma, foi a minha escola de cinema. A partir daí, comecei a trabalhar em projetos pessoais e em outros não tão pessoais nas funções de engenheiro de som, editor, guionista, produtor e diretor. Em termos de influências, adoro cinema, mas no fundo o que mais faço é ver vídeos caseiros no YouTube: gente tropeçando, gente vomitando, pandas se assustando com seus próprios espirros e festas de aniversário que pegam fogo. Isso é o que mais me inspira.

I’ve known I wanted to tell stories ever since I learned to read and write. Escaping into my imagination has always been second nature to me. Being the son of a writer and having a complicated childhood probably helped. But the idea of making movies came much later, probably because when I was younger, I thought that making movies was an activity reserved for English-speaking millionaires. Over time, I realized that I was wrong about the “English-speaking” bit.
I enrolled as a literature major before switching to translation and finally settling on film studies at the University of Buenos Aires. But less than a year later, I left university to film a web series with Daniela Iwaniuk, a friend that taught me most of what I know about filmmaking. It was around that time that I started working on both personal and not-so-personal projects as a sound engineer, editor, screenwriter, producer, and director. As far as my influences go, I love movies, but ultimately, I watch a lot of homemade videos on YouTube: people tripping, people throwing up, pandas getting scared by their own sneezes, and quinceañeras going up in flames. That’s the type of stuff that really inspires me the most.

PC – O filme "Una chica invisible" que apresentará no Fantasporto é a sua primeiro longa-metragem. Na sua opinião, o que separa um longa-metragem de um curta e quais foram os desafios que enfrentou para dar vida a esse filme? Como é que escolheu o elenco e a sua equipa, e como foi trabalhar com os atores?/ The movie “Una chica invisible” that you’ll present at Fantasporto is your first feature film. In your opinion, what separates a feature from a short film and what challenges did you face to bring this film to life? How did you choose the cast and crew, and how was it to work with the film stars?

FB - O processo de fazer um curta-metragem e de fazer um longa-metragem é bastante parecido, só que, ao fazer um longa-metragem, há muito mais oportunidades para cometer erros. A parte mais difícil de fazer "Una chica invisible" era não sair do orçamento. Éramos uma equipa pequena em que cada um fazia o trabalho de muitos. Luis Montoya, nosso diretor de arte, era literalmente toda a equipa de arte. O engenheiro de som trabalhava sozinho. Vanessa Weimer, a produtora do filme, não dormia mais de três horas por dia. Não tínhamos assistente de direção... enfim, essas coisas que acontecem no cinema independente, mas que, nem por isso, são fáceis de atravessar. No final das filmagens, já tínhamos gasto praticamente todo o orçamento, e ainda faltava fazer efeitos especiais, produzir uma animação, compor e gravar a música original e algumas outras coisas. Acabamos por fazer um empréstimo que vamos continuar pagando até as calotas polares derreterem.
A escolha de cada um dos atores foi diferente. Escolhi Javier de Pietro (Daniel) e Andrea Carballo (Andrea) depois de vê-los em outras produções. Sabia que eram atores excepcionais e que fariam um excelente trabalho no filme. Já tinha trabalhado com Pablo Greco (Mauro) várias vezes e descobrimos Lola Ahumada (Juana) quando fizemos um casting. Ela improvisou brilhantemente uma cena em que sua mãe lhe contava que doaria o seu cãozinho de estimação. Ela nos deixou todos de boca aberta.
O trabalho com todos os atores foi super tranquilo. Eles entenderam perfeitamente o projeto e trouxeram muita profundidade aos personagens por meio de ensaios e improvisações.

Making a short film and making a feature film is pretty similar, except that making a feature film gives you a lot more opportunities to screw it up. The biggest challenge when making Invisible Girl was sticking to the budget. We had a small team in which everyone had multiple roles. Luis Montoya, our art director, was literally our entire art department; we didn’t have prop makers or set designers. We only had one sound person and no assistant director. Vanesa Weimer, the producer, didn’t get more than three hours of sleep a night… in short, things that happen when making an independent film. But that didn’t make the experience any easier. By the time we finished filming, we had spent almost our entire budget and we still had to do the VFX, make an animation, compose and record an original score, and a few other things. We ended up taking out a loan that we’ll be working on paying off until the polar ice caps melt.
The casting process was different for each actor. I knew I wanted to cast Javier de Pietro (Daniel) and Andrea Carballo (Andrea) after seeing them in other productions. I knew that they were incredible actors and that they would be great in the movie. I’d already worked with Pablo Greco (Mauro) several times, so choosing him was easy. Lola Ahumada (Juana) came to audition. She brilliantly improvised a scene in which her mother was telling her she was going to give up her puppy. We were all left with our mouths hanging open. It was very easy to work with all the actors. They understood the project perfectly and brought an incredible amount of depth to their characters through rehearsal and improvisation.

PC – Como descreveria nas suas próprias palavras "Una Chica Invisible"?/ How do you describe in your own words “Una chica invisible”?

FB - Em poucas palavras, "Una chica invisible" é um filme de humor negro onde um tarado instala câmaras ocultas no apartamento de uma mulher e, em muito pouco tempo, o circo pega fogo.

In a nutshell, Invisible Girl is a black comedy in which a stalker installs hidden cameras in a woman’s apartment, and everything quickly goes to hell.

PC – O que o levou a criar "Una chica insivible"? Qual foi o seu plano inicial para o filme e como os poderosos temas de perseguição e ciberbullying foram desenvolvidos com uma vibe cómica?/ And what led you to create “Una chica insivible”? What was your initial plan for the film and how did the powerful themes of stalking and ciberbullying were developed with a comic vibe?

FB - Um certo dia, não sei como, tive esta ideia: com o objetivo único de se masturbar, um tarado instala câmeras conectadas à Internet no apartamfento de uma mulher que está prestes a se suicidar. A ideia parecia ideal para um filme de baixo orçamento, pois havia apenas dois locais de filmagem, dois personagens e duas telas. Mas tudo mudou assim que comecei a escrever. Entraram para a história crianças, um teatro, uma cena de ação na chuva, uma animação e música orquestral. Por quê? Porque tudo isso me diverte.

One day – I don’t know how – I just came up with this idea: A stalker whose sole intention is to masturbate installs hidden cameras in the apartment of a woman on the verge of suicide. The idea seemed perfect for a low-budget film because it only had two locations, two characters, and two screens. But everything changed as soon as I started writing. I added children, a theater, an action scene in the rain, an animation, and an orchestra. Why? Because that all sounds fun to me.

PC – Quais são as suas esperanças e ambições para este filme no Fantasporto? O que espera que o público português sinta ao assistir a este filme?/ What are your hopes and ambitions for this film showcase at Fantasporto? What do you expect the Portuguese audience to feel when watching this film?

FB - O Fantasporto será o primeiro festival a exibir o filme fora da Argentina e, ainda que eu tente não pensar muito em coisas que não posso controlar, a ideia de uma sala cheia de portugueses vendo "Una chica invisible" me aterroriza e entusiasma ao mesmo tempo. Espero que as pessoas se divirtam e saiam do cinema falando sobre o que viram, nem mais nem menos.

Fantasporto will be the first film festival to screen the film outside Argentina, and even though I try not to think too much about things I can’t control, I’m equally terrified and excited by the idea of a room full of Portuguese people watching Invisible Girl. All I want is for people to be entertained and leave the theater talking about what they just saw.

PC – E quais são as suas expectativas gerais para o percurso do filme nos festivais? Como acha que o público argentino reagirá a este filme? And what are you overall expectations for this film’s festival and theater run? How do you feel the Argentinian audience will react to this film and will it reach the Argentinian movie theaters?

FB - Pessoalmente, estou muito empolgado com a ideia de conhecer Portugal e de me divertir no Fantasporto. Tenho um amor especial por filmes de fantasia e terror e há muitíssimos filmes no festival que adoraria ver.
Quanto à estreia na Argentina, está prevista para abril. Sendo um filme independente, obviamente será difícil levar as pessoas ao cinema, mas trabalharemos incansavelmente e correremos pelados pelas ruas de Buenos Aires para convencer os espectadores a verem o filme.

Personally, I’m very excited about the idea of going to Portugal and having a great time at Fantasporto. I especially love fantasy and horror films. There are so many films programmed for the festival that I would love to see.
Invisible Girl is scheduled to be released in Argentina in April. Since it’s an independent film, it’ll obviously be difficult to get people to see it, but we’ll work tirelessly and run naked through the streets of Buenos Aires to bring people to the theater.

PC – Este foi o seu primeiro empreendimento na direção de um longa-metragem, mas podemos esperar mais em um futuro próximo? O que vem a seguir?/ This was your first venture in the directing of a feature film, but can we expect more in a near future? What’s next for your career?

FB - Neste momento, estou à procura de financiamento para o meu próximo longa-metragem. Terá crianças, freiras, alienígenas e inúmeras referências à cultura popular.

Right now I’m looking for funding for my next feature film. It’ll have children, nuns, aliens, and countless pop culture references.


UNA CHICA INVISIBLE
Entrevista Com o Realizador Argentino Francisco Bendomir, Realizador de Una Chica Invisible


Um ex-namorado pede a um hacker que instale câmaras no apartamento da ex-namorada de modo a saber se ela tem ou não um novo amor. Mas o que se se segue não é de todo o que ele espera. Um sinal da vitalidade do cinema argentino, cheio de momentos inesperados e personagens cativantes. 
An ex-boyfriend asks a hacker to install cameras in his ex-girl’s apartment just to know if she already has a replacement. But comes next is not exactly what he was expecting. A sign of the vitality of Argentinian cinema, filled with unexpected moments and captivating characters. 


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