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Crítica - The Last Thing He Wanted (2020)

Crítica - The Last Thing He Wanted (2020)

Realizado por Dee Rees
Com Anne Hathaway, Willem Dafoe, Ben Affleck

Estreado no Festival de Sundance e distribuído mundialmente pela Netflix, “The Last Thing He Wanted” é uma desilusão. Vamos por partes e esclarecer que esta obra não é inspirada num evento verídico, apenas aproveita o polémico caso do apoio dos Estados Unidos aos Operacionais Contra da Nicarágua para montar um thriller confuso e absurdo. É sob a premissa da intriga política e da conspiração militar que o filme tenta cativar a nossa atenção e, numa primeira fase, tudo indica que parece caminhar numa direção correta e cativante. Tudo não passa, no entanto, de uma grande ilusão, já que mal deixa expostas as suas reais intenções e direções, então assistimos a um completo descarrilamento do argumento. A partir do momento em que a personagem interpretada por Anne Hathaway toma o lugar do seu pai e deixa para trás o seu emprego de jornalista para se transformar numa traficante de armas (ainda que não intencionalmente), “The Last Thing He Wanted” entra numa espiral descendente de qualidade que culmina, sem surpresa, num final completamente ridículo e descabido. 
Embora se reconheça talento a Anne Hathaway, Willem Dafoe, Toby Jones ou Ben Affleck há que dizer que todos eles têm em “The Last Thing He Wanted” uma das piores performances recentes das suas respetivas carreiras. Não há ninguém que se destaque pela positiva, mas verdade seja que entre diálogo pobremente desenvolvidos, sequências aleatórias sem consequência e uma direção completamente perdida seria difícil para qualquer astro brilhar ou conseguir retirar algo desta obra.  É, no fundo, um filme complicado, confuso e substancialmente desagradável onde tudo fica aquém das expectativas.

Classificação - 1 Estrelas em 5

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