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Crítica - The House with a Clock in Its Walls (2018)

Crítica - The House with a Clock in Its Walls (2018)
Crítica - The House with a Clock in Its Walls (2018)

Realizado por Eli Roth
Com Cate Blanchett, Owen Vaccaro, Jack Black

Quem diria que Eli Roth, o realizador de obras de terror tão sugestivas como "Hostel" ou "Cabin Fever", seja o homem por detrás de "The House with a Clock in Its Walls", um delicioso filme de aventura juvenil que mistura temas do imaginário ligado ao terror, paranormal e fantasia de uma forma sublime. No fundo, "The House with a Clock in Its Walls" só vem confirmar o talento e versatilidade de Roth para surpreender e para nos brindar com obras de qualidade, seja em que género for.
Produzido pela clássica Amblin de Steven Spielberg, esta obra acompanha o espírito de fantasia, magia e criatividade que por norma pautam as produções desta produtora. Esta aventura mágica conta a história de Lewis (Owen Vaccaro), de dez anos de idade, que vai morar com o tio numa casa antiga, cheia de rangidos, onde ecoa o misterioso pulsar de um tiquetaque. Mas a fachada sonolenta da nova cidade estremece com um mundo secreto de magos e bruxas quando Lewis acorda acidentalmente os mortos.
O argumento é inspirado no livro de John Bellairs, mas claro que o toque de Roth e da sua equipa é evidenciado ao longo do filme, pelo que Roth acabou por tornar este filme num filme à sua medida. Isto é evidente sobretudo na parte final quando este projeto ganha contornos um pouco mais bizarros e são introduzidas criaturas mais macabras do que se poderia esperar para um filme direcionado para os mais novos e adolescentes. Este pequeno toque de extravagância consegue conferir uma outra dimensão e aproxima-o do estilo mais bruto de Roth, estilo esse também visível no ambiente mais negro e paranormal que vai sendo promovido. A direção de Roth, no entanto, não ofusca as principais mensagens benignas que a trama pretende transmitir, mensagens essas ligada à importância da família que, por muito disfuncional que seja, pode ser sempre um porto de abrigo.
Não poderia terminar sem reforçar a surpreendente performance de Owen Vaccaro, um jovem ator que soube adequar-se perfeitamente ao papel que interpreta. A sublime Cate Blanchett e o bem-humorado Jack Black também ajudam a acrescentar uma outra dimensão a esta ambiciosa produção que, contra as expectativas, surpreendeu e acaba por resultar junto do seu público alvo. E claro há que dar crédito à Amblin por ter arriscado e por ter dado a oportunidade a Eli Roth de brilhar noutro registo e de comprovar o seu talento.  

Classificação - 4 Estrelas em 5

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