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Crítica - Unfriended: Dark Web (2018)

Crítica - Unfriended: Dark Web (2018)
Realizado por Stephen Susco
Com Colin Woodell, Stephanie Nogueras, Betty Gabriel

O primeiro “Unfriended” foi um grande êxito comercial, tendo largamente compensado o seu baixo orçamento e obtido lucros impressionantes nas bilheteiras, sobretudo nos cinemas norte-americanos. E conseguiu-o apesar de uma qualidade global bem abaixo da média. Uma sequela tornou-se, portanto, inevitável, mas tal como o primeiro filme, também não é possível encontrar neste segundo filme uma qualidade acima da média, apesar do rumo narrativo completamente diferente que tomou. 
Se na primeira entrega somos presenteados com uma trama assumidamente sobrenatural, nesta sequela somos presenteados com uma intriga já sem elementos sobrenaturais, onde o terror é incutido por forças cibernéticas. O estilo técnico é o mesmo entre os dois filmes, ou seja, a trama desenrola-se sempre por via dos monitores dos computadores e através de aplicações web como o Skype ou o Facebook, mas esta sequela introduz uma nova dimensão: a dark web. E sim, isto faz com que esta sequela seja, pelo menos, um pouco mais intensa e interessante que o primeiro filme, mas os problemas mantêm-se, mesmo existindo um rumo completamente diferente. É porque desta vez temos um grupo de amigos que não são atormentados por uma força sobrenatural, mas sim por um culto da dark web que apenas pensa em matá-los por prazer e não por vingança, como a força sobrenatural do primeiro filme. 
Um dos grandes problemas desta sequela reside no argumento, como não poderia deixar de ser, aliás é até injusto dizer que o filme tem um argumento digno desse nome. Este resume-se apenas a uma implausível sequência de eventos com múltiplas mortes macabras promovidas por um inimigo tecnológico cujos métodos nunca são devidamente explicados. O sumo narrativo é curto e resume-se a conexões de amor e amizade bastante frias, mas também a umas teorias rebuscadas. Tudo o resto resume-se a uma série de sequências movidas pelo pânico e pela extravagância sem qualquer requinte ou real suspense. O que torna “Unfriended: Dark Web” num produto vazio que apenas tenta conquistar algo pela via de sustos rápidos e mortes extravagantes. 

Classificação - 2 Estrelas em 5

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