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Palmarés do Porto/Post/Doc 2020 e Olhares do Mediterrâneo 2020

Palmarés do Porto/Post/Doc 2020


O Porto/Post/ Doc chegou ao fim e com o final do evento foram anunciados os vencedores. "Partida", de Caco Ciocler, foi o grande vencedor do Grande Prémio do festival, já "Êxtase", de Moara Passoni, ganhou o prémio da SPAutores. Consulte o Palmarés completo de 2020: 


 PALMARÉS 2020


Grande Prémio Vicente Pinto de Abreu

Para melhor filme da Competição Internacional

Valor de 3.000 euros


PARTIDA, de Caco Ciocler

"A ficção de uma viagem a caminho de um destino tão ficcional quanto a própria viagem tem como ponto de chegada os próprios processos do diálogo e de tomada de consciência. “Partida” inventa uma forma para pensar o modo como um filme pode ser um fórum para a discussão e a ação coletiva."



Prémio Companhia das Culturas/ Fundação Pereira Monteiro

Para melhor realizador da Competição Internacional entre autores emergentes (≤36 anos)

Residência artística na Companhia das Culturas


ANDRÉ GUIOMAR, por A Nossa Terra, O Nosso Altar

"Pelo compromisso que o filme assume de acompanhar, de uma forma continuada e ao longo de muito tempo, as alegrias, as tristezas e as lutas de uma comunidade. O realizador demonstra toda a persistência neste filme promissor. Aguarda-se o próximo."


Prémio SPAutores - Cinema Falado

Para melhor filme em língua portuguesa de todo o programa, excepto quando assinalado

Valor de 3.000 euros


ÊXTASE, de Moara Passoni

"O melhor filme da competição Cinema Falado manifesta, através de uma política do corpo que se desdobra num corpo político, a experiência vivida de um tempo que é simultaneamente pessoal, colectivo, histórico e sócio - político. Por convocar problemas de intensa actualidade e articular o potencial crítico de múltiplas ferramentas artísticas com a imagem cinematográfica, este prémio é atribuído a “Êxtase” de Moara Passoni."


Prémio Transmission

Para melhor filme da secção Transmission, excepto quando assinalado

Valor de 1.000 euros


NIÑOS SOMOS TODOS, de Sergi Camerón

"O júri da categoria Transmission decidiu premiar o filme "Niños Somos Todos" de Sergi Camerón pelo equilíbrio exímio com que mistura cinema documental, registo de viagem, experimentação musical e performance, com um olhar empático sobre o outro que propicia muitos encontros e cruzamentos. Digna de nota é também a subtileza com que explora a busca pessoal do protagonista por uma reconciliação com a sua infância e com o conservadorismo canónico do Flamenco, na construção de uma identidade artística mais livre e autoral. Valorizou-se também a qualidade da edição musical e da mistura de som, bem como, da direção de fotografia."


Prémio Cinema Novo by Canal 180

Para melhor filme da Competição Cinema Novo

Valor de 500 euros, 2.000 euros em serviços na BLIT e 500 euros em serviços na Show Reel

 

HÁ ALGUÉM NA TERRA, de Francisca Magalhães, Joana Tato Borges, Maria Canela

"Filmado com uma delicadeza poética, onde a imagem, através de pequenos gestos, assume um papel relevante na densidade com que os temas nos transportam para um outro espaço e tempo. Acompanhando a viagem desta personagem que personifica um ciclo de vida, numa realidade local, com uma dimensão cinematográfica plena e

universal."


Menção Honrosa

JAMAIKA, de Alexander Sussman

"O júri decidiu ainda atribuir uma menção honrosa ao filme “Jamaika” pela qualidade do projeto cinematográfico revelada na realização, montagem e argumento."



Palmarés do Porto/Post/Doc 2020 e Olhares do Mediterrâneo 2020


Foram anunciados, no dia 29 de Novembro de 2020, os vencedores da 7ª edição do Festival Olhares do Mediterrâneo - Women’s Film Festival. O documentário "When Love Is All You Have", de Laetitia Mikles (França), recebeu o prémio para Melhor Longa-Metragem. O júri, composto por Anna da Palma, Frederico Serra e Miguel Valverde considerou que “entrando na intimidade e no quotidiano de um cantor amador, este filme revela um carismático jovem que ao descobrir a poesia de Jacques Brel, vai ao encontro das suas raízes argelinas. Filme emocionante de autenticidade e de simplicidade, a realizadora está sempre ao lado do seu personagem e protege-o”. Foi ainda atribuída uma Menção Honrosa à ficção "Between Heaven and Earth, de Najwa Najjar" (co-produção Palestina, Luxemburgo, Islândia). Segundo o júri, "a esfera privada torna-se política, neste filme que, contando a história de um casal em plena crise (e prestes a divorciar-se), examina, ao mesmo tempo, as relações complexas e dramáticas no Médio Oriente. 

Mas não deixa de ser comovente e até divertido, em certas situações de tão absurdas que são. A metáfora de uma relação situada no meio de um conflito é a teia de desenlace de um filme cativante e empolgante”. O júri para Melhor Curta-Metragem, composto por Ana Catarina Pereira, Jesús Soria e Rita Capucho, escolheu o filme francês Matriochkas, de Bérangère Mc Neese, como melhor curta. “Um filme sobre a temática da herança materna e genética, o romper de um ciclo e a construção de novas vivências e memórias”. O júri considerou que “a moldura humana do filme é muito coadjuvada pela excelente direcção de actores, pela realização e produção deste filme provocador, original e esperançoso”. Foram ainda atribuídas três Menções Honrosas na mesma categoria aos filmes The Load, de Giulia Giapponesi (Itália), “pela originalidade temática, pela criação de um universo distópico tão próximo da realidade, pelo casting e pelo cuidado cinematográfico na escolha de planos e mise-en-scène”; The Golden Age, de Eric Minh Cuong Castaing (França), por ser “um filme de toque sensível e profundamente humano sobre o tema das crianças com necessidades especiais. Um olhar poético que provoca a humanização da nossa percepção”; e Extra Safe, de Nouran Sherif (Egipto), “pela sua capacidade de sublinhar, em tom de comédia, questões importantes como a liberdade e independência da mulher, a partir da compra de anticonceptivos e da relação da protagonista com a sua mãe”.

O filme vencedor da Competição Travessias foi o documentário #387, de Madeleine Leroyer (co-produção França, Bélgica, Itália) por ser “um trabalho abissal e persistente, com um dispositivo de realização que procura os seus personagens sem saber se os irá encontrar. Um filme repleto de intervenientes que documentam, mapeiam, uma história arrancada do fundo do mar. A força para resistir surge de múltiplos e, por vezes, inesperados lugares. Um processo de reconstrução de uma humanidade quase perdida, quer dos que naufragaram numa morte incógnita, quer dos que, do lado de cá, da Europa, assistem. Sabe-se muito pouco do outro lado, sabe-se muito pouco dos dois lados. Uma travessia intelectual e emocional única.” O júri, composto por Cristina Roldão, Faranaz Keshavjee e Catarina Simão atribuiu ainda uma Menção Honrosa ao documentário israelita A Fish Tale, de Emmanuelle Mayer, justificando: “com a vontade de tomar o destino nas mãos, personagens e realização mostram-nos a coragem de resistir ao que poderia ser um script convencional de uma travessia migratória e cinematográfica entre Israel, o Gana e a Holanda. A vida (e o bom cinema) é sempre mais complexa e ambivalente que um grand final. Israel é-nos revelado pelo filme agora através das suas políticas de imigração. Mas é por meio de uma montagem inteligente e poética que sentimos o impacto da sua violência, quando o curso da lei confronta o ciclo de ovulação dos peixes.”

Já na secção Começar a Olhar - Filmes de Escola, Elsa Mendes, Graça Castanheira e Susana Santos Rodrigues atribuíram o prémio ao filme de animação Stepless, de Nadège Jankowicz (co-produção Portugal e Alemanha), "pela forma metafórica com que nos convoca para o universo das memórias, com uma simplicidade ao serviço da imaginação”. O júri atribuiu ainda três Menções Honrosas à ficção israelita Cindy, de Shemer Gaon Baraba; ao documentário Sonder, de Ana Monteiro (co-produção Portugal-Polónia); e à animação portuguesa Still Life, de Francisca de Abreu Coutinho.

Na edição 2020 do Festival Olhares do Mediterrâneo - Women’s Film Festival, devido aos constrangimentos organizativos determinados pela medidas de segurança contra a Covid-19, não foi possível atribuir o tradicional Prémio do Público. À semelhança do sucedido na 6ª edição, os troféus dos prémios foram concebidos e executados pelas alunas da turma de cerâmica da Escola António Arroio.

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