Coimbra Acaba Ano em Grande, Festival Caminhos Aposta em Itinerância e Centro de Estudos Anuncia Sessões

Coimbra Acaba Ano em Grande, Festival Caminhos Aposta em Itinerância e Centro de Estudos Anuncia Sessões


“O Fim do Mundo” e outros premiados pelo Festival Caminhos regressam ao grande ecrã. “O Fim do Mundo”, do luso-suíço Basil da Cunha, sagrou-se o grande vencedor da XXVI Edição dos Caminhos do Cinema Português. O filme levou para casa o Grande Prémio do Festival - Turismo do Centro e mereceu o reconhecimento da Federação Internacional de Cineclubes que lhe atribuiu o Prémio D. Quijote.  Pelas 20h30 desta terça-feira, dia 15 de dezembro, o Festival devolve por isso aos espectadores a oportunidade de (re)verem os 104 minutos que tamanhos elogios mereceram do painel de jurados.

Não é só com o Caminhos que o cinema estará bem presente em Coimbra. Também o  Centro de Estudos Cinematográficos anunciou uma série de atividades. “Museu”, “Aznavour por Charles”, “Adeus à Noite” e “Corpus Christi” são os filmes com que o Centro de Estudos Cinematográficos encerra 2020. Na sexta e no sábado desta e da próxima semana, a programação cineclubista é retomada com alguns dos títulos internacionais mais marcantes dos dois últimos anos. Pelo ecrã do Estúdio 2 das Galerias Avenida vão passar, entre outros, um nomeado ao Óscar de Melhor Filme Internacional (2020) e um vencedor do Urso de Prata para Melhor Argumento no Festival de Cinema de Berlim (2018).

É com um assalto amador — mas nem por isso menos “badalado” — ao Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México que a programação arranca na noite de 11 de dezembro. Gael García Bernal e Leonardo Ortizgris dão vida aos “estudantes-salteadores” responsáveis pelo roubo de valiosos artefactos. O argumento do “Museu” de Alonso Ruizpalacios venceu mesmo o Urso de Prata para Melhor Argumento no Festival de Cinema de Berlim de 2018.

Passando do drama ao documentário, a noite de sábado traz-nos “Aznavour por Charles”. A película resulta da edição de longas horas de filmagens feitas pelo próprio Charles Aznavour na sua primeira câmara de filmar — uma Paillard que lhe fora oferecida por Edith Piaf. O filme conta, por isso, com a assinatura do próprio cineasta, mas também com o nome de Marc di Domenico. “Adeus à Noite”, em exibição a 18 de dezembro, apresenta Catherine Deneuve no papel de Muriel, uma avó que, intrigada com o comportamento do próprio neto, vem a descobrir uma realidade desesperante e que a impele a agir. Tendo André Téchiné na cadeira de realização, o filme foi lançado no verão deste ano.

Se foi um drama a inaugurar a programação cineclubista deste final de mês, é também este o género que a encerra na noite de 19 de dezembro. Pelas 20h30, os espectadores podem conhecer a história do jovem Daniel que, depois de uma “experiência espiritual transformadora” num centro de detenção juvenil, decide tornar-se padre. Tal ambição não é, no entanto, concretizável em virtude do seu antecedente criminal. “Corpus Christi”, do polaco Jan Komasa, foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Internacional (2020).




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