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Apresentação do Kino 2021 - O Que Poderá Ver na Mostra de CInema Alemão

Apresentação do Kino 2021 - O Que Poderá Ver na Mostra de CInema Alemão


Na sua 18.ª edição, a KINO apresenta 18 longas-metragens entre ficções, documentários, obras de autores consagrados e jovens revelações. De 21 a 27 de janeiro, no Cinema São Jorge, em Lisboa, e em Filmin.pt, a Mostra promovida pelo Goethe-Institut Portugal, em colaboração com as embaixadas dos países participantes, dará a conhecer produções cinematográficas da Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo dividas em três secções.

Na secção Visões, que presta homenagem a cineastas e elencos já consagrados, são apresentados filmes cuja linguagem visual elaborada e narrativas impactantes transportam de imediato o espectador para a ideia de grande ecrã. É aqui que se encontram, em estreia nacional, obras como Berlin Alexanderplatz, o filme sensação da última edição da Berlinale que abre a KINO 2021, Schwesterlein (Irmãzinha) que une uma dupla de luxo na representação, Flatland (Planuras), uma (há muito devida) apropriação feminista do género western, o thriller psicológico Exil (Exílio), a comédia negra Glück gehabt (Golpe de sorte) e Cortex, o primeiro filme realizado por um dos atores favoritos do público alemão, Moritz Bleibtreu.

Ao longo dos anos, a KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã tem vindo a destacar (e premiar, através da realização do Prémio do Público) primeiras ou segundas obras de realização de expressão alemã. Os filmes selecionados para a secção Perspetivas são trabalhos descomprometidos e inspiradores que, à semelhança da restante programação da KINO, trabalham o conceito de “pertença” (em alemão, Heimat ou Zugehörigkeit), de identidade, muitas vezes de autodescoberta. São aqui apresentados microcosmos repletos de esperança e resistência, conquistas de novos mundos, a indagação do amor, da solidão, da amizade ou da sexualidade, mas também relatos de lutas pela liberdade e justiça individual e coletiva.

Na secção Perspetivas encontram-se filmes como Futur Drei (Futuro três), no qual um jovem gay, alemão, filho de exilados iranianos, encontra num casal de irmãos refugiados uma singular afinidade, Kokon (Casulo), que acompanha as descobertas de uma jovem de 14 anos, Nackte Tiere (Animais a nu), onde a intimidade e a dor andam de mãos dadas, Neubau (Lar doce lar), um Heimatfilm de 2020, Rival, que dá a conhecer uma criança encurralada num mundo de adultos, ou Sag Du Es Mir (Diz-me tu então) que envolve o espectador numa tragicomédia entre vítimas e culpados.

Nesta edição, a KINO dedica uma secção especial aos filmes documentais. A secção Realidades apresenta quatro documentários que abordam temas semelhantes de diferentes perspetivas: a ideia de origem em contraste com a atribuição de uma identidade pelos outros e por si próprio em Becoming Black, o sentido de pertença e a construção de alteridade, aquilo de que este se compõe e até onde é admitido no filme In the Name of Scheherazade oder der erste Biergarten in Teheran (Em nome de Xerazade ou o primeiro beergarden no Teerão), a viagem iniciática pela Alemanha de leste depois da queda do muro e as reminiscências na atualidade, em busca de respostas para o alarmante crescimento da extrema-direita populista a que se assiste na Europa em Deutschlandreise - Ein Roadmovie zwischen Gestern und Heute (Viagem pela Alemanha – um road movie entre ontem e hoje) e a vivência das expectativas pessoais em contraste com as oportunidades sociais em Jetzt oder Morgen (Pode ficar para amanhã).

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