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quarta-feira, agosto 29, 2018

Especial MOTELx 2018 - Entrevista a David Vieira,Realizador de Yet Another Christmas Tale

No âmbito da antevisão ao MOTELx 2018, o Portal Cinema lançou um desafio aos realizadores das 12 curtas portuguesas a concurso ao Prémio de Melhor Curta de Terror Portuguesa do MOTELx 2018! O desafio consistia em responderem a uma pequena entrevista sobre o projeto a concurso, a sua carreira e, claro está, os projetos futuros. 11 dos 12 criadores aceitaram esta proposta e apresentamos agora o resultado final. Segue-se uma entrevista com David Vieira, realizador de “Yet Another Christmas Tale”.


Sobre Yet Another Christmas Tale


Faltam ainda alguns meses para o Natal, mas o MOTELx já nos dará um cheirinho de terror dessa época festiva garças a "Yet Another Christmas Tale", uma curta de David Vieira que promete conquistar os espectadores. Esta curta será exibida no dia 7 de Setembro no Cinema São Jorge

Sinopse - Noite de Natal. Um homem deambula enigmaticamente pela cidade. Regressa a casa e apercebe-se que não está sozinho... 

Entrevista a David Vieira



1 - Antes de explorarmos um pouco o projeto que vem apresentar ao MOTELx 2018, gostaria que me falasse um pouco sobre o seu percurso profissional até ao dia de hoje. Qual a sua formação? E o que fez antes de começar a trabalhar neste projeto?

A minha formação especifica de realização de cinema e televisão foi adquirida na “Cambridge School Of Art”, se bem que as mais importantes lições, essas somente remetem a escola a vida.
Antes de começar a trabalhar neste projeto, encontrava-me maioritariamente produzindo pequenos trabalhos free lance, pequenos documentários de indivíduos e situações, em redor do peculiar e curioso do dia a dia. Produzi também alguns spots publicitários enquanto realizava os meus estudos na área.

2 - Quais são as suas principais influências cinematográficas?

As minhas maiores influências cinematográficas são talvez pouco convencionais. Cativa-me bastante uma cinematográfia mais surrealista com uma razão real. O ângulo desconcertante, o erro assumido, o zoom repentino, a 'found footage', ... tentando aproveitar a imperfeição humana para o enriquecimento da história e da sua complexidade.
É neste campo do cinema, que acredito não existir ninguém como 'Tim And Eric', 'Nathan Fielder' e 'Eric Andre', na minha opinião é esta masteria do imperfeito, a minha fonte de inspiração.

3 – Tem algum sonho/objetivo em particular que pretenda alcançar no mundo cinematográfico?

Para mim o cinema, representa a arte e comunicação na quarta dimensão ( Espaço 3D capturado + tempo). Permite a partilha de ideias e mensagens, incrivelmente fiéis a sua origem e contexto. Acredito ser uma arma de comunicação incrivelmente poderosa, podemos obviamente vê-lo na propaganda e anúncios. No entanto para mim o seu verdadeiro valor está na sua universalidade e riqueza de compreensão. O meu sonho e objetivo é trazer essa riqueza visual, sonora e temporal do cinema para a linguagem social. Permitir que as nossas conversas, mesmo que banais, possuam a dimensionalidade cinemática, para que realmente possamos visualizar aquilo de que falamos. Acredito que se possível através, da realidade virtual e augmentada, não só obteremos uma linguagem universal visual e sonora, que na minha opinião resolverá maior parte dos conflitos oriundos de erros de compreensão e tradução mas também libertaremos o indivíduo para a criação pessoal e coletiva de arte viva sem restrições.



4 – O que o levou a criar “ Yet Another Christmas Tale ”? O projeto final ficou como imaginou? E já agora como o descreve?

A criação deste filme, muito honestamente foi incrivelmente turbulenta. O objetivo inicial, era a representação da experiência esquizofrênica de maneira global, onde o espetador se encontra tão perdido como o personagem principal, onde tanto a edição e cinematográfia refletem essa essência desconcertante. Uma experiência onde acontecimentos peculiares acontecem um atrás do outro, e o significado dos mesmos e àquele que estamos dispostos a aceitar. Este era o grande objetivo, no entanto a primeira gravação do filme, após o 'rough cut', falhou em capturar essa mesma essência. Decidimos então regravar o filme por completo, o que não foi nada facil. No entanto apesar da ideia original ter sofrido várias mutações e a qualidade de gravação ter sido afetada, acredito ter valido a pena e esforço, e mesmo que não por completo o objetivo inicial foi alcançado.

5 – O que pode o espectador esperar e o que espera que ele sinta ao ver “Yet Another Christmas Tale”? Tem alguma mensagem específica que lhe queira transmitir para o preparar para a visualização?

 Por mais difícil ou contra produtivo que seja adivinhar a reação do espectador, espero que seja de um agradável desconforto e extrema confusão/curiosidade sobre os eventos do filme. A preparação neste caso seria uma não preparação, pois aconselho a vê-lo sem expectativas.O que ironicamente em si já é uma expectativa.

6 - O que nos pode falar sobre os seus projetos futuros?

Acerca de futuros projectos, estou envolvido numa iniciativa bastante curiosa. Um grupo de investigação (OMNI), com objetivo de criar um protótipo de uma linguagem visual através de um algoritmo de inteligência artifical, realidade augmentada e um banco de dados de filme digital. Caso tenha-mos algum sucesso acredito ter potencial para um grande impacto social. Em relação ao local de trabalho, gostava de desenvolver e trabalhar alguns temas ainda não explorados em Portugal. No entanto considero o mundo como nossa casa e pretendo se possível viajar e explorar os seus cantos, sempre acompanhando de um câmara.

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