Crítica - Underworld: Blood Wars (2016)

Realizado por Anna Foerster
Com Kate Beckinsale, Lara Pulver, Theo James

Será esta a última vez que a vampira guerreira Selene aparecerá no grande ecrã? É óbvio que não, até porque a Screen Gems já confirmou a produção de uma sexta entrega que, essa sim,colocará um ponto final no franchise. Embora o primeiro “Underworld” (2009) tenha sido um inesperado sucesso que conseguiu tirar o melhor proveito do inicio do apogeu comercial dos vampiros nos cinemas, poucos seriam aqueles que esperariam que a saga vivesse para além do segundo filme. O que é certo é que, num espaço temporal de sete anos, já foram lançados cinco filmes. Embora seja já um fracasso junto da crítica e apesar das suas previsões de objetivos comerciais serem muito fracas, “Underworld: Blood Wars” não colocará portanto um já mais do que justificado ponto final neste franchise vampírico que, em comparação com produtos semelhantes, até primou por uma certa diferença no início, mas que infelizmente com o tempo tornou-se demasiado banal.


À semelhança de “Underworld: Awakening” (20122), “Underworld: Blood Wars” mantém o atrativo e sombrio estilo do franchise, mas descura na narrativa. O místico confronto bélico de cariz moderno entre Vampiros e Lobisomens que tão bem impulsionou a ação do primeiro filme e, numa escala muito menor, também a sua sequela, já não tem o mesmo impacto. A fórmula, com uns certos twists e reformulações, mantém-se mas ficou muito banal e demasiado colada à ação, descurando assim os elementos místicos, dramáticos e sombrios que ajudaram a celebrizar o primeiro filme. Pode-se portanto dizer que a Screen Gems conseguiu desgastar a fórmula em questão e com isso apagou também o que esta tinha de bom, sendo portanto o resultado final este péssimo retrato que está à vista. Não é portanto surpresa que “Underworld: Blood Wars” se aproxime mais de um produto bruto de ação por vezes sem nexo do que de um thriller vampírico com profundidade. Em tempos "Underworld" deixou junto do público a imagem de um competente blockbuster que capitaliza de uma forma diferente um confronto entre criaturas míticas, mas essa realidade já não se aplica há muitos anos a esta saga. 
O valor concreto de “Underworld: Blood Wars” é assim bastante residual. Os seus variados elementos de ação não são de todo desinteressantes, mas também não são nada de extraordinário. São no fundo tão banais como o tom colectivo desta obra que, pelo improvável historial do franchise, poderia ter tido um pouco mais de impacto e qualidade. Nem mesmo Kate Beckinsale, a enorme estrela de todo o franchise, deslumbra nesta quinta entrega como deslumbrou, por exemplo, em “Underworld”. Esta atriz britânica é um dos alicerces do franchise, não tendo apenas participado na spin-off/prequela, onde mesmo assim fez um pequeno trabalho de narração. As suas performance na pele da vampira guerreira Selene nunca primaram pela excelência, mas nota-se que nesta nova entrega está um bocado mais apagada. O seu brilho é ainda assim um dos elementos mais intensos desta obra, sendo o seu trabalho também o melhor de um elenco demasiado mediano para o suposto estatuto de blockbuster deste capitulo que, pela sua qualidade e pelo contexto em que nos surge, deveria mesmo ser o último da saga "Underworld".

Classificação -1 Estrela em

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