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Globos de Ouro 2020 - Nomeados e Análise

Globos de Ouro 2020 - Nomeados e Análise

Já são conhecidos os nomeados aos Globos de Ouro 2020, mas mais que divulgar os nomeados este é o momento de tirar ilações e de fazer previsões. Nas categorias de cinema, os Globos de Ouro vieram comprovar o que já se sabia, ou seja, que após ter ameaçado em 2019 com "Roma", a Netflix ia agora surpreender de vez e edificar a sua posição em Hollywood. E o certo é que, feitas as contas, a Netflix conseguiu umas impressionantes 17 Nomeações aos Globos de Ouro, sendo assim a distribuidora de cinema com mais nomeações, bem à frente, por exemplo, da gigante Walt Disney que, nem mesmo com a compra da Fox e do seu catálogo, conseguiu mais que seis nomeações!
Não foi só o fenomenal "O Irlandês", de Martin Scorsese, a puxar pela Netflix, já que este gigante conseguiu também confirmar "Marriage Story", de Noah Baumbach, como um dos filmes de 2019. Estes dois projetos são, até ao momento, os melhores do ano e isso reflete-se nas nomeações aos Globos de Ouro. Mas para além destes dois pesos pesados, a Netflix conseguiu incluir um terceiro filme na equação da época de prémios: "Dois Papas", o mais recente projeto de Fernando Meirelles. Não há duas sem três é verdade, mas poucos esperariam que a Netflix conseguisse colocar três dos seus filmes entre os melhores do ano, mas é verdade é que conseguiram e embora "Dois Papas" tenha menos pergaminhos que "Marriage Story" e "O Irlandês", o que é certo é que está na luta!
A história destes Globos de Ouro far-se-á em redor da Netflix, quer no cinema, quer na televisão, onde a Netflix também tem uma forte presença nos nomeados, mas neste caso com menos superioridade que no cinema, porque na televisão há também a  HBO ou a Apple! O que pode-se dizer para já é que, a julgar pelo que já foi revelado, a Netflix já ganhou o campeonato das plataformas de streaming, pelo menos no que toca ao Cinema. É indiscutível que mais nenhuma plataforma tem o poder para lutar contra os estúdios já estabelecidos de Hollywood como a Netflix tem. E, aqui, a Amazon, a Apple e a HBO têm uma verdadeira montanha para escalar para destronar aquela que é, quer se goste, quer não, a empresa líder de mercado.
Mas embora domine as nomeações, será que a Netflix tem hipóteses de levar para casa algum Globo de Ouro? Seria uma verdadeira hecatombe se a Netflix não levasse para casa, pelo menos, o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático, onde as obras de Scorsese e Baumbach estão na pole position para triunfar. De um ponto de vista puramente matemático, a Netflix tem 60% de hipóteses de ganhar este prémio, mas de um ponto de vista puramente de qualidade essas probabilidades aumentam e muito. Embora "Joker" e "1917" sejam fenomenais, não parecem ter a força para derrubar os dois principais candidatos da Netflix. "Dois Papas", também da Netflix, é talvez o nomeado com menos hipóteses. 
Já na Comédia a Netflix não tem qualquer representante, mas aqui Quentin Tarantino perfila-se como Rei e Senhor com o seu "Era Uma Vez... em Hollywood". "Jojo Rabbit" e "Knives Out" podem lá chegar também, assim como "Rocketman", mas a estatueta parece reservada para Tarantino que, já a pensar nos Óscares, poderá ser o único capaz de travar a avalanche de favoritismo da Netflix. 
Nas categorias de representação, como sempre, tudo muito dividido e renhido. Será nos Óscares o teste real de seleção, já que nos Globos de Ouro é possível separar performances mais séries de mais descontraídas, mas ainda assim existem alguns duelos de talento bem interessantes em todas as categorias. O maior destaque talvez seja na categoria de Melhor Atriz num Drama, onde Scarlett Johansson ("Marriage Story"), Saoirse Ronan ("Mulherzinhas"), Charlize Theron ("Bombshell") e Renée Zellweger ("Judy") vão promover uma verdadeira luta de gladiadoras juntamente com a surpreendente Cynthia Erivo!
E por falar em surpresas temos que destacar, também nas categorias de representação, as justas nomeações de nomes menos conhecidos mas cujas performances nos respetivos filmes têm chamado a atenção. Para além de Erivo há que realçar Roman Griffin Davis ("Jojo Rabbit"), Beanie Feldstein ("Booksmart: Inteligentes e Rebeldes"), Awkwafina ("The Farewell") e Ana de Armas ("Knives Out"). Será difícil ver alguns destes nomes nos Óscares, mas a presença nos Globos de Ouro é mais que justa.
E claro que não poderia deixar de existir um edição dos Globos de Ouro sem controvérsia. E este ano a polémica pertence a "O Rei Leão", filme classificado pela Disney (empresa produtora) como um filme Live-Action, mas que os Globos de Ouro nomearam para Melhor Filme de Animação. É certo que numa categoria com "Toy Story 4" e "Frozen 2", "O Rei Leão" não tem hipóteses de vitória, apesar de ser irónico pensar que a sua versão animada ganharia esta categoria sem problemas. Mas essa não é a questão. É justo uma organização nomear um filme para uma categoria que não se insere na classificação ou estilo proposta pelo próprio estúdio? Se seguem os Globos de Ouro saberão que este não é um caso inédito, já que todos os anos a categoria de Melhor Filme de Comédia ou Musical apresenta escolhas dúbias (e este ano não é excepção com "Rocketman" ou "Era Uma Vez... em Hollywood" a destacarem-se pela incoerência), mas o caso de "The Lion King" é ainda mais revoltante. 
Mas se há polémicas também há justiças.Vencedor da Palma de Ouro e favorito ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro, "Parasitas" não falhou a nomeação ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e ainda lhe juntou mais duas nomeações aos Globos de Ouro de Melhor Argumento e Realização (Bong Joon Ho). Após o brilho de "Roma" em 2019, "Parasitas" tem tudo para tornar 2020 em mais um ano memorável em Hollywood para os Filmes em Língua Não Inglesa. 
Se há surpresas justas, há também surpresas injustas. Ainda no cinema não se compreende como é que Robert De Niro ("O Irlandês") foi riscado da disputa pelo Globo de Melhor Ator num Drama. É talvez o maior esquecimento este ano nas categorias de Cinema dos Globos de Ouro. A ausência entre os nomeados do filme "Richard Jewell" e do seu realizador Clint Eastwood são significativas, mas não são de todo surpreendentes! O mesmo pode ser dito para as ausências de Adam Sandler (que esta a pagar pela fama de todos os seus péssimos filmes) e de Lupita Nyong’o (que teve o azar de ser apanhada pelo movimento de falsas expectativas geradas por "Nós"). Já na televisão a maior ausência é a de "Guerra dos Tronos" no lote de nomeados a Melhor Série Dramática. Mas se tivermos em conta todas as polémicas em torno da última temporada e a sua dúbia qualidade final, talvez este esquecimento seja uma espécie de justiça poética e uma prova que o mundo do entretenimento não perdoa o desleixo. 



CINEMA

MELHOR FILME (DRAMA)
"1917", de Sam Mendes
"O Irlandês", de Martin Scorsese
"Joker", de Todd Phillips
"Marriage Story", de Noah Baumbach
"Dois Papas", de Fernando Meirelles

MELHOR FILME (COMÉDIA OU MUSICAL)
"Era Uma Vez... em Hollywood", de Quentin Tarantino
"Jojo Rabbit", de Taika Waititi
"Knives Out - Todos São Suspeitos", de Rian Johnson
"Rocketman", de Dexter Fletcher
"Chamem-me Dolemite" ,de Craig Brewer

MELHOR REALIZAÇÃO
Bong Joon Ho ("Parasitas")
Sam Mendes ("1917")
Todd Phillips ("Joker")
Martin Scorsese ("O Irlandês")
Quentin Tarantino ("Era Uma Vez...em Hollywood")

MELHOR ATOR (DRAMA)
Antonio Banderas ("Dor e Glória")
Christian Bale ("Le Mans '66: O Duelo")
Adam Driver ("Marriage Story")
Joaquin Phoenix ("Joker")
Jonathan Pryce ("Dois Papas")

MELHOR ATRIZ (DRAMA)
Cynthia Erivo ("Harriet")
Scarlett Johansson ("Marriage Story")
Saoirse Ronan ("Mulherzinhas")
Charlize Theron ("Bombshell")
Renée Zellweger ("Judy")

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Daniel Craig ("Knives Out")
Leonardo DiCaprio (Era Uma Vez... em Hollywood")
Taron Egerton ("Rocketman")
Roman Griffin Davis ("Jojo Rabbit")
Eddie Murphy ("Chamem-me Dolemite")

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Awkwafina ("The Farewell")
Ana de Armas ("Knives Out")
Beanie Feldstein ("Booksmart: Inteligentes e Rebeldes")
Emma Thompson ("Late Night")
Cate Blanchett ("Onde Estás, Bernadette?")

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO
Brad Pitt ("Era Uma Vez... em Hollywood")
Anthony Hopkins ("Dois Papas")
Tom Hanks ("A Beautiful Day in the Neighborhood)
Al Pacino ("O Irlandês")
Joe Pesci ("O Irlandês)

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA
Kathy Bates ("O Caso de Richard Jewell")
Annette Bening "(The Report")
Laura Dern ("Marriage Story")
Jennifer Lopez ("Ousadas e Golpistas")
Margot Robbie ("Bombshell")

MELHOR ARGUMENTO
Era Uma Vez... em Hollywood
O Irlandês
Marriage Story
Parasitas
Dois Papas

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Despedida (EUA, mas cuja língua principal não é o inglês)
Dor e Glória (Espanha)
Os Miseráveis (França)
Parasitas (Coreia do Sul)
Portrait de la jeune fille en feu (França)

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO
Como Treinares o Teu Dragão: O Mundo Secreto
Frozen II: O Reino do Gelo,
Mr. Link
O Rei Leão
Toy Story 4

MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL
1917
Joker
Marriage Story
Mulherzinhas
Os Órfãos de Brooklyn

MELHOR MÚSICA ORIGINAL
"Beautiful Ghosts" (Cats) — Taylor Swift & Andrew Lloyd Webber
"I'm Gonna Love Me Again" (Rocketman) — Elton John & Bernie Taupin
"Into the Unknown" (Frozen 2) — Robert Lopez & Kristen Anderson-Lopez
"Spirit" (O Rei Leão) — Beyoncé Knowles-Carter, Timothy McKenzie & Ilya Salmanzadeh
"Stand Up" (Harriet) — Joshuah Brian Campbell & Cynthia Erivo

TELEVISÃO

MELHOR SÉRIE (DRAMA)
"Big Little Lies"
"The Crown"
"Killing Eve"
"The Morning Show"
"Succession"

MELHOR ATOR (SÉRIE DRAMA)
Brian Cox ("Succession")
Kit Harington ("A Guerra dos Tronos")
Tobias Menzies ("The Crown")
Billy Porter ("Pose")
Rami Malek ("Mr. Robot")

MELHOR ATRIZ (SÉRIE DRAMA)
Jennifer Aniston ("The Morning Show")
Olivia Colman ("The Crown")
Jodie Comer ("Killing Eve")
Nicole Kidman ("Big Little Lies")
Reese Witherspoon ("The Morning Show")

MELHOR SÉRIE (COMÉDIA)
"Barry"
"Fleabag"
"The Kominsky Method"
"The Marvelous Mrs. Maisel"
"The Politician"

MELHOR ATOR (COMÉDIA OU MUSICAL)
Michael Douglas ("The Kominsky Method")
Bill Hader ("Barry")
Ben Platt ("The Politician")
Paul Rudd ("Living With Yourself")
Rami Youssef ("Ramy")

MELHOR ATRIZ (COMÉDIA OU MUSICAL)
Christina Applegate ("Dead to Me")
Rachel Brosnahan ("The Marvelous Mrs. Maisel")
Kirsten Dunst ("On Becoming a God in Central Florida")
Natasha Lyonne ("Russian Doll")
Phoebe Waller-Bridge ("Fleabag")

MELHOR TELEFILME OU MINISSÉRIE
"Catch 22"
"Chernobyl"
"Fosse/Verdon"
"The Loudest Voice"
"Unbelievable"

MELHOR ATOR EM TELEFILME OU MINISSÉRIE
Russell Crowe ("The Loudest Voice")
Jared Harris ("Chernobyl")
Sam Rockwell ("Fosse/Verdon")
Christopher Abbott ("Catch 22")
Sacha Baron Cohen ("The Spy")

MELHOR ATRIZ EM TELEFILME OU MINISSÉRIE
Joey King ("The Act")
Katilyn Dever ("Unbelievable")
Helen Mirren ("Catherine the Great")
Michelle Williams ("Fosse/Verdon")
Merritt Wever ("Unbelievable")

MELHOR ATOR SECUNDÁRIO EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME
Alan Arkin ("The Kominsky Method
Kieran Culkin ("Succession")
Andrew Scott ("Fleabag"
Stellan Skarsgård ("Chernobyl")
Henry Winkler ("Barry")

MELHOR ATRIZ SECUNDÁRIA EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU TELEFILME
Patricia Arquette ("The Act")
Toni Collette ("Unbelievable")
Meryl Streep ("Big Little Lies")
Emily Watson ("Chernobyl")
Helena Bonham Carter ("The Crown")

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