Crítica - Rock of Ages (2012)

Realizado por Adam Shankman
Com Tom Cruise, Russell Brand, Paul Giamatti, Catherine Zeta-Jones

Os maiores hits musicais de verdadeiras lendas do Rock n’Roll como Def Leppard, Joan Jett, Journey, Foreigner, Bon Jovi, Night Ranger, REO Speedwagon, Pat Benatar, Twisted Sister, Poison e Whitesnake são brutalmente assassinados e massacrados neste medíocre “Rock of Ages”, um musical sem qualquer consistência que se assemelha mais a um mau episódio de “Glee” do que a um filme de grande dimensão comercial. A história desta sofrível adaptação cinematográfica da homónima e igualmente fraca produção teatral/musical criada por Chris D'Arienzo para a Broadway, centra-se essencialmente num banal romance entre Sherrie Christian (Julianne Hough) e Drew Boley (Diego Boneta), dois jovens aspirantes a músicos que se conhecem no Sunset Strip em Hollywood, onde vão procurar realizar juntos os seus sonhos sem deixarem morrer o seu forte amor. À margem deste entediante romance juvenil, acompanhamos também a luta mediática que Patricia Whitmore (Catherine Zeta-Jones), uma mulher ultra-conservadora, inicia contra as más influências provenientes dos donos e clientes do The Bourbon Room, um famoso clube noturno que lançou a carreira musical do mundialmente famoso Stacee Jaxx (Tom Cruise), mas que por força dos contínuos esforços de Patricia está prestes a fechar as suas portas.


Um bom musical tem que ter uma narrativa minimamente coesa e uma série de excitantes momentos musicais, ora nenhum destes dois importantes requisitos é cumprido por este “Rock of Ages”, um filme exageradamente extenso e muito pouco excitante, que explora uma série de previsíveis e completamente desconexas mini-histórias que são acompanhadas por várias sequências musicais que, salvo duas ou três honrosas exceções, dão uma péssima imagem aos musicais e ao rebelde mundo do rock n’roll. As quase duas horas de duração deste musical são por isso um verdadeiro suplício, afinal de contas que tipo de divertimento é que podemos retirar de uma variedade de mal coordenados e editados momentos musicais ou de um trama sem interesse, que tem como elementos centrais um trivial romance de sonho entre dois irritantes adolescentes e uma simplista análise à vida fútil de uma estrela de rock? Para além de uma má vertente técnica e de um terrível enredo, este mediano musical conta também com um elenco sem brilho que, no máximo dos máximos, pode ajudar a vender alguns bilhetes devido à dimensão dos seus verdadeiros astros mundiais como Russell Brand, Paul Giamatti, Catherine Zeta-Jones, Alec Baldwin ou Tom Cruise, que se destaca dos restantes companheiros graças à forma extravagante como interpreta o razoavelmente divertido e libertino Stacee Jaxx. Entre os piores elementos do elenco desta obra encontramos as suas duas atraentes estrelas juvenis, Julianne Hough e Diego Boneta, que não nos conseguem mostrar nada de muito bom. Os restantes atores também não deslumbram, muito por culpa dos maus momentos musicais e cómicos em que se vêm envolvidos ao longo desta produção. Enfim, “Rock of Ages” é um grande e péssimo espetáculo de karaoke com algumas grandes estrelas norte-americanas, onde grandes êxitos musicais da década de oitenta são massacrados à medida que nos é contada uma história extremamente desinteressante e inconsistente. 

 Classificação – 1,5 Estrelas em 5

2 comentários:

  1. Lindo.o filme. Nqo.sei quem.escreveu isso.mas aja alguem tao.bonito e bom.ator.como o tom.cruise

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  2. Ridiculo a grosseria de vcs.. Vcs so sabem criticar o glee e os musicais.. BABAQUISSE

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