O Fim da Netflix Está Próximo?


A Netflix vai cair com estrondo. Quem o diz são vários especialistas, analistas e empresários da área financeira e televisiva que acreditam que a Netflix irá quebrar mais cedo ou mais tarde se mantiver a sua atual estratégia de negócio. Tal hipótese é alimentada pela falta de informação em redor do verdadeiro número de assinantes do serviço nos Estados Unidos, mas também no resto do mundo. Os especialistas na área televisiva acreditam que mesmo que a Netflix tenha um elevado número de assinantes, como a empresa afirma que tem, estes não de todo suficiente para sustentar o crescimento desenfreado que a empresa tem verificado nos últimos anos. Para além da expansão universal que a colocou em muitos países, a Netflix tem vindo também a aumentar a sua aposta em conteúdo original, quer em séries, quer em filmes. É aqui que, segundo os peritos, reside o problema da empresa e o principal entrave do seu futuro.
Nesta aposta contínua em conteúdo original, a Netflix tem gasto milhões de dólares e, segundo rezam as crónicas financeiras, apenas uma pequena parte das apostas da Netflix tem compensado do ponto de vista económico. O que se diz e que de certa forma se pode comprovar é que nem todas as apostas no campo dos conteúdos originais têm sido positivas. Ao analisar o seu catálogo de produtos cinematográficos originais, esta questão parece fazer todo o sentido.
Há que dar mérito à Netflix por ter arriscado e por ter apostado na produção de várias longas metragens de cariz independente que, em alguns casos, até receberam reconhecimento na época de prémios, como foi por exemplo o caso do célebre drama “Beast of No Nation”. A primeira leva destas apostas até foi interessante, como se sabe, mas desde então as suas produções neste campo têm sido cada vez mais caras e com menor relevância. O que é certo é que, até à data, não se pode atribuir à Netflix nenhum sucesso na área do cinema, isto apesar do enorme investimento feito. É certo que ainda é muito cedo para avaliar o seu impacto em Hollywood, mas o que já parece seguro é que a sua aposta no cinema não tem tido os resultados céleres que a empresa esperava, já que esta ainda está muito distante dos níveis de sucesso apresentados pelos tradicionais estúdios de cinema.
É claro que esta estratégia tem tudo para dar certo, mas tal como os especialistas aconselham, tem que ser idealizada e concretizada sem excessos e com muita cautela. O que se está a passar parece ser exactamente o oposto, dando a ideia que a Netflix está a tentar crescer à força e com um ritmo demasiado elevado, sobretudo no campo do cinema. Para 2017 estão previstas as estreias de dezenas de projetos de elevada dimensão resultantes de parcerias com artistas de renome, sendo que tais parcerias tiveram custos astronómicos. Para o ano, por esta altura, será portanto o momento ideal para reavaliar a aposta da Netflix neste campo, já que se nenhum desses projetos ambicioso for um sucesso claro e com retorno comercial, então aí sim a empresa ficará em sérias dificuldades e terá que dar explicações sobre o seu futuro.
Já no campo da televisão, a Netflix parece estar mais enraizada. A nível de conteúdos próprios tem tido feedback positivo de inúmeros produtos, como as séries “Orange Is the New Black”, “House of Cards” ou "Stranger Things". Mas também no campo televisivo tem tido fortes insucessos, como é o caso da recém cancelada “Marco Polo” que, segundo a imprensa norte-americana, provocou um prejuízo de duzentos milhões de dólares. Para além deste mau negócio, a Netflix teve que enfrentar outros de menor dimensão. É por causa destes prejuízos e gastos elevadíssimos que a imprensa e os especialistas especulam que, se continuar neste caminho de gastos excessivos sem correspondência com a sua base comercial, poderá não durar muito tempo entre nós…

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