Crítica - Snatched (2017)

Realizado por Jonathan Levine
Com Amy Schumer, Goldie Hawn, Joan Cusack

Existe uma tímida nuance de humor em “Snatched”, mas tal nuance é tão tímida e tão leve que não provoca nem justifica uma visualização, já que a experiência que se retira desta comédia não é mais do que mediana. No fundo, “Snatched” é tão vazio quanto a química (in)existente entre as suas duas protagonistas, Amy Schumer e Goldie Hawn, que, pelo menos, têm em comum o facto de não serem propriamente as atrizes mais regulares de Hollywood. 
 As suas performances em “Snatched” são, no mínimo, deficitárias. Para além de uma clara ausência de química, também não se pode dizer que as suas respetivas prestações sejam felizes. É certo que o argumento por vezes exageradamente ridículo não ajuda em nada, mas as próprias performances de Schumer e Hawn não conseguem também ajudar a elevar o diminuto potencial que o filme poderia ter no campo do humor. As deficiências do filme estendem-se, como se depreende pelo já abordado, muito além do elenco e afetam todos os elementos, nomeadamente o enredo. A história do desajeitado par formado por mãe e filha que, em conjunto, tentam livrar-se de uma situação manifestamente imprópria é tão risivelmente fraca como a própria base do filme e, por isso, o resultado nunca poderia ser bom. Salvam-se pequenos momentos de comédia que tentam disfarçar, sem sucesso, o fraco nível do filme e que, no cômputo geral, acabam por não valer a pena.

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

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