Crítica - Genius (2016)

Realizado por Michael Grandage
Com Colin Firth, Nicole Kidman, Jude LAw

Um filme de Óscares. Em principio seria esta a expectativa da Riverstone Pictures quando deu luz verde a "Genius". No papel destaca-se como uma espécie de drama cinebiografico muito interessante e curioso sobre duas forças motrizes da industria literária do Século XX, que conta ainda com um elenco de luxo encabeçado por várias estrelas de renome, como Jude Law, Colin Firth, Guy Pearce e Nicole Kidman. Os sonhos de prémios não eram perante esta base de todo improváveis, mas a realidade deste projeto é bem diferente.
Esta obra retrata portanto a história verídica da amizade entre o gigante literário Thomas Wolfe e o poderoso editor Max Perkins que culminou, como se sabe, tanto em sucessos como em desavenças para ambos. A dissecação desta amizade e relação laboral seria, à partida, um excelente ponto de partida para um poderoso drama baseado em factos reais. Tal como já se disse, a exploração da vida de dois gigantes da industria literária em conjugação com abordagens dramáticas e éticas relacionadas com as suas vidas privadas e profissionais parecia ter tudo para culminar num produto de alto nível. O problema é que esta receita de aparente sucesso não se traduz num filme competente, muito por culpa de um argumento infertil em drama e emoção. 
O que se conclui após o visionamento de "Genius", que até competiu pelo Urso de Ouro no Festival de Berlim, é que faltou mais pujança e mais ímpeto a esta drama cinebiográfico. Em poucos momentos consegue captar a atenção do espectador para uma história já de si interessante, mas que neste retrato cinematográfico revela-se desnecessariamente aborrecida e, para ser franco, pouco informativa. Em certa medida, "Genius" peca por não focalizar os pontos certos e por, em certas alturas, parecer demasiado forçado e banal. Não se retira portanto desta história marcante da literatura moderna aquilo que se esperava e que se podia retirar. E tal não se deve sequer às performances meramente amenas do seu elenco estrelar ou até à realização pouco ambiciosa de Michael Grandage, mas sim ao culpado já apontado, John Logan e o seu enredo mediano.

Classificação - 2 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. Olá, João,

    Há muito tempo que não deixo aqui uma palavrinha, mas também não tenho visto muitos filmes e os que tenho visto não têm sido grande coisa. Ontem, vi este, "Genius" e logo no início fiquei empolgada, porque fiquei imediata e literalmente entranhada com o cheiro a livros e a escrita, um ambiente de culto que eu muito aprecio, mais ainda por ser passado numa época em que tudo era manuscrito e gatafunhado antes de passar à dactilografia e à impressão dos manuscritos e, a cereja no topo do bolo, dois dos meu favoritos actores britânicos, Jude Law e Colin Firth. Ou seja, estava no Céu! :)

    Mas de facto, tal como o João diz, à medida que a história se desenrola algo, que não sei bem definir, vai-se perdendo, salvando-se, contudo, as excelentes interpretações do Firth e sobretudo do Law. Portanto, posso dizer que não fiquei exultada com o total do filme, mas gostei bastante, para além de ter acrescentado mais uma informação nova à minha lista, a história de um dos autores de vulto americano, Thomas Wolfe, cuja obra e o impacte vão mais além do que é descrito no filme. Claro, que fui pesquisá-lo, depois ver o filme! :)

    Beijinhos e continuação de bom trabalho. ***

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