Crítica - Paranormal Drive (2016)

Realizado por Oleg Assadulin
Com Pavel Chinaryov, Svetlana Ustinova, Vitaliya Kornienko

Um jovem casal com claros problemas matrimoniais compra um BMW a um excelente preço, mas durante a viagem inaugural do veículo descobrem que o mesmo está assombrado e que, por isso, uma viagem que deveria ser de sonho acaba por se tornar num pesadelo. É esta a sinopse de "Paranormal Drive", uma produção de terror da Rússia que contou com o apoio da 20th Century Fox dos Estados Unidos. Tal parceria, embora com potencial, rendeu um produto mediano que, pese embora a ausência de resultados positivos, ajuda ainda assim comprovar que a Rússia está a tornar-se num sério produtor de filmes comerciais capazes de rivalizar com as produções de Hollywood.
É esse aspecto comercial que se destaca em "Paranormal Drive" e que ilustra a aproximação crescente da Rússia a Hollywood, mas o problema é que tal como muitos filmes de Hollywood, também esta obra russa denota falta de profundidade. Sem importantes ou imponentes artimanhas e com uma história que roça sempre o cliché, "Paranormal Drive" representa assim o típico filme de terror sobrenatural moderno com bons valores de produção mas com uma diminuta dose de terror. Infelizmente, "Paranormal Drive" não é por isso muito assustador e, por esta mesma razão, não se torna apelativo para o espectador. É ainda assim um produto básico que se vê bem e sem sobressaltos, mas que dificilmente entusiasmará ou envolverá qualquer espectador. 
É certo que a base da sua premissa tinha um certo potencial para surpreender e até para render um produto minimamente aceitável, mas a ausência de tensão, de suspense e de um real terror sobrenatural acabaram por transformar uma ideia aceitável num filme demasiado mediano. Por esta razão a história de um BMW Assombrado acaba por não se traduzir num filme tão diferente e intenso como deveria ser.
A juntar a uma história sem consequências ou capacidade de entertenimento, "Paranormal Drive" sofre também com uma direção confusa por parte de Oleg Assadulin. Fica a sensação que Assadulin poderia ter ido muito mais além com este produto que peca por uma clara falta de ambição. É certo que tem boas valores de produção, mas estes não são manifestamente suficientes para rentabilizar o filme. Também o jovem elenco liderado pelos jovens atores russos Pavel Chinaryov e Svetlana Ustinova demonstrou qualidade, sendo que estes dois demonstraram um agradável entrosamento que dá outra classe ao filme. O problema é que as suas curiosas prestações não são também suficientes para salvar um filme diminuto naquilo que mais importa, ou seja, o terror.

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

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