Crítica - The Atticus Institute (2015)

Realizado por Chris Sparling 
Com Rya Kihlstedt, William Mapother, Sharon Maughan

Filmado como um documentário falso, "The Atticus Institute" aborda o tema das possessões demoníacas sob uma perspetiva interessante, que combina os géneros found footage e mockumentary para criar um projeto de terror que, sem inovar, consegue ainda assim causar algum impacto. 
A sua história leva-nos até ao Instituto Atticus, um local de estudo do fenómeno paranormal que, no início dos Anos 70, recebeu a visita Judith Winstead, uma mulher com aparentes problemas mentais que, afinal de contas, escondia dentro de si um demónio.
Só na sua parte final é que "The Atticus Institute" se torna verdadeiramente empolgante e proveitoso, porque durante grande parte da sua duração somos apenas confrontados com uma trama quase dedicada à exposição de factos. Estas exposição permite, no entanto, criar um pequeno véu de suspense que, eventualmente, permite a introdução de uma conclusão prática e capaz que termina o filme em alta. 
O terror e o medo não são, por isso, muito prevalentes durante boa parte do filme. Este prefere-se focar, como já disse, na exposição de factos e situações para explicar o trabalho dos protagonistas e a possessão em que se centram as suas atenções. Pelo meio aproveita ainda para introduzir uma já esperada componente governamental que ajuda alimentar o seu estilo mockumentary. Este estilo, pouco visto, importa desde já dizer que foi habilmente empregue, tanto é que se assume como uma das suas melhores qualidades. É certo que isto não impede que a maior parte de "The Atticus Institutes" seja quase um suplício se ver por ser tão aborrecido, mas ainda assim fica um destaque positivo para a única coisa francamente positiva que este filme trouxe até aos filmes de terror. 

Classificação - 2 Estrelas em 5

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