Crítica - Annabelle (2014)

Realizado por John Leonetti 
Com Annabelle Wallis, Alfre Woodard, Ward Horton 

Um ano após a estreia do popular "The Conjuring", um dos filmes de terror sobrenatural mais bem sucedido dos últimos anos, a Warner e a New Line lançaram nos cinemas "Annabelle", uma prequela desse curioso projeto que se revela completamente desnecessária atendendo ao nível que acabou por nos apresentar. Esta prequela pega na história da arrepiante boneca amaldiçoada que aparece no prelúdio de “The Conjuring” e tenta com ela surpreender, assustar ou empolgar o espectador que possa ou não ter ficado curioso com a sua introdução no filme de James Wan. O resultado dessa intenção não é, infelizmente, o melhor e, acima de tudo, não é nem assustador nem minimamente interessante. 


No fundo, "Annabele" não tem aquela eficiência prática na hora de explorar a sua história de terror. Tal eficiência faz parte de "The Conjuring" e de outros exemplos igualmente cativantes, mas em "Annabele" o que existe é um rebuliço de estereótipos banais e pouco inovadores que, para além de incutirem demasiada previsibilidade e repetição ao filme, consegue igualmente destroçar qualquer noção de tensão ou medo, algo que para um filme de terror é puramente inaceitável, ainda para mais quando estamos a falar de um filme de terror que deriva de outro que não incorre tanto nesses erros básicos. A sua trama explica-nos a origem da boneca Annabele, já por si dotada de uma figura assustadora, mas cujas características e ações sobrenaturais não conseguem acompanhar tais traços físicos, como alias se torna percetível pela forma esperada e pouco imaginativa com que o seu engrandecimento sobrenatural nos é apresentado. 

Sem qualquer traço de violência psicológica ou presença de sequências puxadas a qualquer nível, "Annabele" pouco faz para merecer o seu rótulo de filme para adultos com violência explicita à mistura, porque tudo neste projeto é tão inexpressivo e subjetivo que nem na matéria expressa de terror consegue oferecer algo de minimamente forte ou chocante ao público. É que perante tais evidências negativas, qualquer espectador só pode concluir que o breve prelúdio de "The Conjuring" acaba por ser um retrato bem mais eficaz e assustador da arrepiante Annabelle  do que esta básica longa metragem, com mais de noventa minutos de duração, que supostamente até devia ser mais puxada que esse prelúdio e que o próprio "The Conjuring".


Classificação - 1,5 Estrelas em 5

2 comentários:

  1. Pode-me explicar a diferença entre prequela e sequela, por favor?

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    Respostas
    1. Uma prequela retrata acontecimentos que se passaram antes do filme original, já uma sequela retrata eventos posteriores aos do filme original.

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