Crítica - White Settlers (2014)

 
Realizado por Simeon Halligan 
Com Pollyanna McIntosh, Lee Williams, Joanne Mitchell 
Género - Terror

Sinopse - É a primeira noite de Ed e Sarah na sua nova casa, uma casa de campo isolada na fronteira com a Escócia. A mudança deveria ser um novo começo para o casal, longe da pressão e do bulício de Londres, mas serão eles verdadeiramente bem-vindos?

Crítica - A primeira e provavelmente única nota francamente positiva de "White Settlers" pertence a Pollyanna McIntosh, uma competente atriz escocesa que após dar-se a conhecer à sétima arte com o popular filme de terror "The Women" (2011), aparece aqui num registo menos violentos e menos talentoso mas que, ainda assim, reforça em pleno a sua eficiente capacidade artística. A sua performance ajuda e muito a tornar esta produção britânica um pouco mais interessante, já que "White Settlers" gira muito em torno do poder da sua protagonista e, como consequência natural, da sua própria intérprete que, felizmente, vende muito bem a sua personagem e atribui, graças a isso, um ar de qualidade a uma intriga bem parada e com poucos momentos de impasse, tensão ou gore. 
A história que é retratada por esta obra e que supostamente é livremente baseada em factos verídicos não é dotada de muita originalidade ou extravagância, aliás tem na sua génese aquela já básica premissa de tantos filmes de terror que coloca duas ou mais personagens boazinhas numa casa abandonada no meio do nada, onde por obra e acaso do destino terão que enfrentar um grande perigo e chegar vivos ao nascer do sol. No presente caso são apenas dois os protagonistas bonzinhos que têm de fazer frente a um perigo externo que nada está relacionado com o campo sobrenatural e que no final até deixa muito a desejar ao nível da concretização, porque apesar de serem percetíveis as ideias que se escondem por detrás dos motivos que movem os inimigos misteriosos do casal, estes acabam por ser dotados de um contexto e de uma construção muito fracos. Tal facto evidencia-se especialmente no final, onde o espectador é presenteado com uma conclusão bastante anticlimática que ainda lhe retira menos capacidade de choque, susto ou expectativa, no entanto, há que dizer que esta é bem imprevisível mas completamente ilógica e isso acaba por ser mais danoso para o filme e em nada rentabiliza a surpresa. O resto da trama desenvolve-se de uma forma lenta e sem muita tensão. O seu início é mesmo muito aborrecido e mesmo o clímax do desenvolvimento não tem quase nada para oferecer de forte ou emotivo ao público e o que tem só se torna relevante graças à forma como McIntosh vende essas sequências mais curiosas. 
É óbvio que perante um orçamento claramente diminuto, "White Settlers" até sobressai como um projeto menos mau, mas a falta de originalidade da sua história aliada à ausência de sequências fortes ou de qualquer sentido de novidade acaba por torná-lo num projeto com certos valores de produção e interpretação de qualidade, mas que no final acaba por apenas extrair do espectador uma reação amena.

Classificação - 2 Estrelas em 5

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