Crítica - Collateral Beauty (2016)

Realizado por David Frankel
Com Will Smith, Keira Knightley, Kate Winslet

Um elenco repleto de estrelas de Hollywood não faz, por si só,  um bom filme e um dos recentes exemplos disto mesmo é o drama “Collateral Beauty”, uma espécie de drama existencial de cariz natalício  que infelizmente não causa qualquer impacto emocional. A sua história centra-se num bem-sucedido executivo de Nova Iorque que sofre uma tragédia pessoal e entra numa espiral de depressão. Os seus amigos reúnem-se e esboçam um plano drástico para interceder antes que ele perca tudo. Levando-o até ao seu limite, eles forçam-no a confrontar a verdade de uma maneira surpreendente e profundamente humana. 
Esta premissa aproxima-o a uma espécie de versão alternativa do clássico “Um Conto de Natal”, mas o que é certo é que “Collateral Beauty” não tem nenhuma dimensão moral ou sentimental acentuada. A sua história é bastante básica e mal estruturada, isto porque para além de apostar sucessivamente em clichés baratos, também apresenta uma narrativa seca com, pelo meio, três histórias secundárias sem qualquer interesse ou motivação.
No fundo, “Collateral Beauty” está mal construído e tem uma história mal contada. O seu elemento narrativo central até aparenta uma forte aura dramática, mas esta perde-se numa história que não puxa devidamente pelo fortíssimo melodrama do protagonista e pela forma como este opta por lidar com o mesmo.
Esta parca exigência narrativa perante o elemento central e o pouco tempo que se perde com o mesmo está relacionada com o tempo exagerado que o filme perde com as já mencionadas três histórias secundárias. Estas pouco acrescentam ao filme e acabam por ter ainda menos impacto devido à forma débil como são exploradas. A sua presença prejudica aliás todo o ímpeto dramático e sentimental que este  projeto poderia ter alcançado se tivesse perdido mais tempo em pormenorizar e em enriquecer o elemento central da história.
Embora o elenco de “Collateral Beauty” seja estrelar, nenhum dos seus elementos brilha. As suas performances são bastante simplistas e também não ajudam a acrescentar muito ao filme. A única ressalva possível é Helen Mirren que, ainda assim, pouco tempo tem para brilhar como já nos habituou. No fundo, “Collateral Beauty” também não tem brilho, tal como o trabalho do elenco. É um filme mediano que tenta apelar ao sentimento, mas que infelizmente adotou uma estratégia bastante errada.

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. Ainda bem que as pessoas são diferentes... o filme é belíssimo, muito bem estruturado, muito envolvente e principalmente extremamente emotivo. O cinema inteiro saiu chorando, lágrimas das pessoas ao redor do começo ao fim... meu conselho: Não ouçam críticos como o desse blog.

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