Crítica - Alien: Covenant (2017)

Realizado por Rdiley Scott
Com Michael Fassbender, Katherine Waterston, Billy Crudup

Uma das mais populares sagas do cinema sci-fi está de volta. Novamente pelas mãos de Ridley Scott, a saga “Alien” está de regresso, mas ao contrário da também prequela “Prometheus” de 2012, “Alien: Covenant” não foi alvo de tanta expectativa mediática. É certo que o lançamento de um novo “Alien” é sempre motivo de expectativa, mas o filme de 2012 esteve rodeado por uma forte campanha publicitária que atiçou ainda mais o apetite dos espectadores, fossem eles fãs ou não do franchise. Já “Alien: Covenant” teve o seu lançamento rodeado por um menor suspense e por uma consequente menor dose de entusiasmo, pese embora aproximar-se bem mais às linhas editoriais dos primeiros filmes “Alien” do que o seu popular antecessor.


Trata-se portanto da segunda entre quatro prequelas oficiais e diretas do clássico “Alien” de 1979. Ao contrário da primeira prequela, “Prometheus”, “Alien: Covenant” promove mais elementos de terror e ação, mas perde um pouco mais ao nível do conteúdo. Neste campo destaca-se, infelizmente, como um filme mais vazio e sem tanto mistério ou sentimento. Tal como aconteceu em "Prometheus", as origens das perigosas criaturas extraterrestres conhecidas como Xenomorfos estão no epicentro destaa trama, mas por incrível que pareça não nos são fornecidas grandes novidades em relação ao filme anterior. São, ainda assim, revelados os destinos de Elizabeth Shaw e de David, ambos do filme anterior, sendo que no caso de David são reforçadas, ainda mais, as suas características maléficas que o confirmam, definitivamente, como o vilão principal das prequelas.
É precisamente esta perigosa personagem que se destaca, mais até que os Xenomorfos, como o principal elo de ligação entre as prequelas, já que se presume que será a única personagem a aparecer em todas as quatro produções deste segmento Pré-Alien. É neste sentido que se presume que exista a intenção, por parte dos produtores, em centrar estas prequelas nos planos maquiavélicos de David e na sua personalidade megalomaniaca que é movida por um complexo divino. É assim novamente confirmado em “Alien: Covenant”, tal como já tinha sido mas em menor escala em "Prometheus", que David é um excelente vilão que representa os perigos da Inteligência Artificial e que surge, perante os dados disponíveis, como o principal precursor dos Xenomorfos que aparecem em “Alien” (1979).
Fora esta competente evolução maléfica de David, que continua a ser a personagem mais interessante das prequelas e o seu grande ponto de interesse, “Alien: Covenant” pouco mais tem para oferecer de francamente positivo. Os elementos de terror, suspense e ação estão mais presentes que em “Prometheus”, mas não têm uma qualidade acima de média, sendo até bastante banais quando comparados com o dos dois primeiros filmes da saga. Há dois ou três elementos de susto direto que relembram “Alien” (1979), mas tudo o resto, incluindo as cenas de ação, têm um nível bastante mediano. Nestes elementos inclui-se, como é óbvio, a história base do filme que, infelizmente, pouco puxa pelo espectador. E tal sucede porque não oferece grandes novidades em relação à prequela anterior nem promove novos mistérios ou dúvidas. É portanto um enredo que sofre com a falta de conteúdo, qualidade, surpresa e emoção. Ao contrário de "Prometheus", "Alien: Covenant" não conta com nenhum fator surpresa e acaba por desiludir ainda mais por não conseguir acrescentar nada de informativo ao contexto geral do franchise. Não há portanto um foco de drama, suspense ou ação. Há sim certas insinuações e intenções, mas estas nunca são concretizadas e,por isso, nunca o transformam num filme altamente viciante e ambicioso capaz de fazer justiça a "Alien" (!979). Fica de positivo um excelente vilão e mais uma excelente interpretação, desta vez dupla, do soberbo Michael Fassbender. 

Classificação - 2 Estrelas em 5

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