Crítica - The Wizard of Lies (2017)

Realizado por Barry Levinson
Com Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Alessandro Nivola

A história da Crise Financeira Mundial de 2008 teve inúmeros vilões, mas nenhum deles recebeu tanta atenção mediática como o investidor Bernie Madoff. Embora não tenha sido um dos principais responsável pela génese da crise, Madoff acabou por ficar mundialmente conhecido como o rosto da mesma, muito por culpa da natureza dos seus crimes financeiros que, de certa forma, exemplificam todos os problemas de base que provocaram a crise. Tais problemas prendem-se, em suma, com a ganância descontrolada e com a completa ausência de controlo por parte dos responsáveis pela banca, sendo que no caso de Madoff tais problemas culminaram no maior esquema de pirâmide alguma vez registado no mundo financeiro. 
 A história de Madoff já dá deu origem a vários livros e filmes, muitos deles de forma direta, mas também de forma indireta. A HBO não quis ficar atrás da concorrência e também decidiu avançar com um telefilme que explora a queda do investidor. Para se destacar de outras produções, a HBO reuniu um elenco central de luxo para dar vida a polémica história, tendo contratado o experiente Robert De Niro para dar vida ao malfadado investidor. Esta aposta revelou-se acertada, já que o elenco de “The Wizard of Lies” é realmente muito interessante e De Niro brilha como Madoff, sendo certo também que confere um brilho extra a um telefilme que, infelizmente, pouco acrescenta à matéria prima já existente sobre esta temática. Embora seja uma produção interessante e moderada com um fio narrativo competente, “The Wizard of Lies” acaba por não oferecer nenhum elemento inovador e por não ir muito mais além do escândalo financeiro. É certo que o quotidiano da vida familiar de Madoff é explorado, seja no pré ou no pós crise, mas esta visão mais melodramática acaba por não entusiasmar nem por acrescentar nada de muito novo ou de muito bom ao filme. No fundo fica a ideia que a HBO poderia ter arriscado um pouco mais, até porque o tema em si não é propriamente inovador. Ainda assim, “The Wizard of Lies” tem os seus momentos e os seus elementos de luxo, mas não é, infelizmente, uma obra memorável.

Classificação - 2,5 Estrelas em 5

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