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sexta-feira, março 01, 2019

Retrospectiva e Análise: Os Vencedores do Óscar de Melhor Filme dos Últimos 10 Anos

O Óscar de Melhor Filme! O prémio mais cobiçado da Indústria do Cinema por Realizadores, Produtores, Atores e Estúdios! Este ano, "Green Book" conquistou este cobiçado galardão, mas hoje o Portal Cinema decidiu colocar em perspectiva esta vitória e, para isso, recuámos 10 Anos no tempo para recordar os 10 Últimos Vencedores deste Óscar. Um dado curioso é que foi também há 10 Anos que esta categoria  passou a ter uma nova regra, já que desde 2009 que passaram a existir mais que 5 Nomeados!


2009 - The Hurt Locker



A nossa viagem pelo tempo começa em 2009 e logo com um filme que ficou para a história: “The Hurt Locker”. E porque é que este thriller de guerra fez história? Porque valeu à sua realizadora, Katheryn Bigelow, o Óscar de Melhor Realizador, o primeiro e o único desde então a ser atribuído a uma mulher! A sua conquista do Óscar de Melhor Filme em 2009 também foi surpreendente e, de certa forma, histórica, porque entre os Nomeados a este galardão encontrava-se “Avatar”, o revolucionário blockbuster de James Cameron e ultra favorito nas principais categorias. Mas tal como o igualmente popular “Inglorious Basterds”, “Avatar” foi incapaz de superar este thriller avassalador que, pese embora não tenha conquistado a crítica internacional, fez muito sucesso nos Estados Unidos, muito graças à complexa temática da Guerra no Iraque que está na sua base narrativa. Para além de colocar Bigelow na História do Cinema, “The Hurt Locker” ajudou também a catapultar a carreira do seu protagonista, Jeremy Renner, que desde então passou a ser um dos principais rostos de Hollywood.

2010 - The King's Speech



No auge da Era do Facebook todos esperavam que fosse “The Social Network”, um filme de David Fincher e escrito por Aaron Sorkin, arrecada-se o Óscar de Melhor Filme. Mas esta cinebiografia de Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, perdeu o tão desejado prémio para “The King’s Speech”, outra cinebiografia, mas esta sobre uma figura de um período mais distante: George VI, Rei de Inglaterra. Este filme de Tom Hooper surpreendeu e, para além de derrotar “The Social Network”, também venceu o prémio perante um dos melhores thrillers da década “Black Swan”, de Darren Aronofsky. 2010 foi, aliás, o ano mais competitivo no que ao Óscar de Melhor Filme diz respeito e isso é bem visível quando se olha para a prestigiante lista de Nomeados!

2011 - The Artist



Contra os padrões modernos de Hollywood, a Academia decidiu premiar o nostálgico “The Artist” com o Óscar de Melhor Filme. Esta co-produção entre a França e os Estados Unidos da América tem a particularidade de ser um filme mudo, algo raro nos tempos de hoje. E, embora apresente um argumento simplista, a sua aposta na nostalgia mereceu-lhe uma unânime ovação por parte do público e da imprensa. Entre todos os vitoriosos presentes nesta lista, “The Artists” é aquele cuja vitória mais unanimidade reuniu e ainda reúne, o que evidencia o seu valor, mas também a pobre concorrência verificada neste ano. O seu grande concorrente foi “Hugo”, de Martin Scorsese, também um filme que presta homenagem aos primórdios do Cinema,  mas que na realidade nunca foi rival para “The Artists” nesta categoria!


2012 - Argo 



Após perder o Óscar de Melhor Filme por “Inglorious Basterds” em 2009 para “The Hurt Locker” ninguém, na realidade, acreditava que Quentin Tarantino o fosse conquistar pelo menos mediático “Django Unchained”. E foi esta fórmula de pensamento que abriu o caminho à vitória de “Argo”, que também beneficiou do facto de os inicialmente ultra favoritos “Lincoln”, “Les Miserables” ou “Zero Dark Thirty” terem ficado um pouco aquém das expectativas douradas. É por isso que, no final de contas, o grande rival de “Argo” acabou por ser a dramédia “Silver Linings Playbook” que, na realidade, nunca foi um adversário de peso e, por isso, este filme de Ben Affleck revelou-se, assim, num justo vencedor. Este thriller sobre uma grande história real e um dos grandes feitos da Inteligência Americana permitiu a Affleck brilhar, novamente, em Hollywood. E, pese embora, o seu trabalho como realizador não ter sido tão premiado como o filme, pode-se dizer que Affleck foi mesmo o grande beneficiado pelo seu sucesso.

2013 - 12 Years a Slave




Muitos desejavam, neste ano, a vitória do mega popular “The Wolf of Wall Street”, de Martin Scorsese, mas poucos contestam a vitória de “12 Years a Slave”. Este foi, efetivamente, o Grande Filme do ano e, entre os nomeados, era aquele que melhor representava o estilo clássico de vencedor do Óscar de Melhor Filme. É porque, afinal de contas, estamos perante um Melodrama sobre a Escravatura. Para além de “The Wolf of Wall Street”, também “Gravity” esteve nas previsões para ganhar o Óscar, mas cedo se percebeu que a gloria deste filme estava reservada para as categorias mais técnicas e para a de realização, onde “Gravity” realmente brilha ao mais alto nível.

2014 – Birdman



É curioso constatar que, em 2014, verificou.se um evento atípico. Não houve grande contestação relativamente ao vencedor do Óscar, mas sim em relação à presença de um dos filmes entre os nomeados. Se julgam que a polémica em redor à presença de “Black Panther” entre os nomeados de Melhor Filme de 2018 foi grande, então não se devem recordar da polémica instalada pela presença de American Sniper entre os nomeados. Esta cinebiografia de um sniper americano foi muito criticada, quer nos Estados Unidos, quer em Portugal, e levantou suspeitas que a Academia só o nomeou devido à onda patriota que o filme transmite. Certo é que o grande vencedor da noite foi “Birdman”, o louco e inovador filme de Alejandro G. Iñárritu! É difícil contestar a vitória de “Birdman” que, realmente, foi o filme mais completo e competente do ano e isso valeu-lhe a vantagem decisiva sobe “Boyhood”. Esta epopeia Humana de Richard Linklater tinha tudo para vencer, mas pese embora o seu grande conceito,  fraquejou em vários elementos que deveriam ter brilhado e não o fizeram e isso fez a diferença! O sucesso e a vitória de “Birdman”, para além de terem confirmado o valor de Iñárritu, também ressuscitaram a carreira do experiente ator Micheal Keaton, o protagonista de “Birdman” e melhor exemplo de “casting done right” dos últimos anos.

2015 – Spotlight



Um ano depois de brilhar com “Birdman”, Iñárritu regressou aos Óscares com “The Revenant”. Este filme fez história ao dar a Leonardo DiCaprio o seu primeiro Óscar, algo que levou a internet à loucura. Mas ao contrário de DiCaprio, Iñárritu não entrou para a história, isto porque não conseguiu ganhar dois Óscares de Melhor Filme consecutivos. O galardão foi entregue a “Spotlight”, um forte drama sobre a Pedofilia no seio da Igreja Católica e um hino ao Trabalho Jornalístico de Investigação. Embora bem menos mediático que “The Revenant” ou que os mais extravagantes “Mad Max: Fury Road e “The Big Short”, “Spotlight” acabou por surgir como a escolha natural para vencer o Óscar devido ao seu estilo mais tradicionalista.

2016 – Moonlight



“La La Land” foi o vencedor do Óscar de Melhor Filme de 2016 durante 3 Minutos. Devido a um engano no backstage, “La La Land” foi anunciado como o grande vencedor do Óscar de Melhor Filme, mas o erro acabou por ser rapidamente corrigido e o nome do real vencedor foi anunciado. Esse filme foi “Moonlight” e a sua vitória foi, de certa forma, uma surpresa perante o favoritismo de “La La Land” e, por isso, o erro possa ter sido provocado por um certo wishfull thinking. Mas verdade seja dita que a vitória de “Moonlight” foi justa, porque tal como “Spotlight” um ano antes, esta obra de Barry Jenkins surgia como o candidato mais completo, mais ligado à tradição da categoria e, acima de tudo, como o filme mais unânime.

2017 - The Shape of Water




Os dois principais candidatos ao Óscar de Mekhor Filme de 2017 foram ambos produzidos pelo mesmo estúdio, a 20th Century Fox. Já se sabia, portanto, à partida que iria ser um filme da Fox a receber o prémio e na disputa com o thriller “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, “The Shape of Water", de Guillermo del Toro, acabou por levar a melhor. E com toda a justiça, diga-se. Os dois são bastante únicos, mas “The Shape Water” destacou-se por uma beleza técnica extrema que acompanha, na perfeição, um argumento muito apelativo que nos transporta para uma avassaladora história de amor entre a Bela e o Monstro!


2018 - Green Book




Chegamos aos Óscares deste ano e à vitória de “Green Book”. O favoritismo estava todo do lado de “Roma”, de Alfonso Cuáron, e se este filme não fosse falado em espanhol e se não tivesse sido produzido pela Netflix, se calhar estaríamos hoje a falar da sua vitória. O que é certo é que foi “Green Book” a conquistar o prémio e, num ano onde as Tensões Raciais nos Estados Unidos estiveram na ordem do dia, não se pode dizer que a sua vitória tenha sido surpreendente. É certo que esta fresca dramédia/ road movie não é um Filmaço, como alguns dos vencedores aqui já abordados, mas não há dúvidas que tem um grande valor e explora um tema complexo de uma forma inspiradora!

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