Crítica - The Finest Hours (2016)

Realizado por Craig Gillespie 
Com Chris Pine, Casey Affleck, Ben Foster 

Um dos primeiros blockbusters de 2016 é um enorme vácuo de interesse e boas ideias. Torna-se aliás evidente que Craig Gillespie e a Walt Disney apenas se importaram em dotar "The Finest Hours" com  sequências recheadas por um melodrama irritante que não contribuem para nada, mas também com sequências marítimas barulhentas e sem nenhuma dose de suspense, qualidade ou competência técnica. São apenas estas sequências que "The Finest Hours" usa para tentar entreter o espectador e puxar o seu interesse para a história  verídica de um resgate teoricamente impressionante que a Guarda Costeira levou a cabo em 18 de Fevereiro 1952 ao largo da costa da Nova Inglaterra, Estados Unidos da América. Nesta data, os petroleiros SS Pendelton e SS Fort Mercer naufragaram junto à costa por força dos ventos fortes que se fizeram sentir durante uma enorme tempestade, mas "The Finest Hours" foca-se apenas no salvamento da tripulação do SS Pendleton, cuja missão de resgate foi levada a cabo por apenas quatro militares da Guarda Costeira, já que os restantes foram destacados para ajudar no salvamento do SS Fort mercer.


A trama de "The Finest Hours" não retrata, portanto, todos os eventos de salvamento humano desse fatídico dia. Faltou retratar a missão de salvamento da tripulação do SS Fort Mercer, cujo desenrolar e desfecho é nos apenas transmitido por via de transmissões de rádio durante o filme. No entanto, este retrato particular seria apenas secundário e a sua ausência neste projeto não passa de um pormenor curioso. Isto porque o salvamento da tripulação do SS Pendleton é aquele, que no papel, era o tecnicamente mais espetacular e o humanamente mais poderoso, sendo portanto o que mais sentido faria à partida explorar no cinema. O problema é que não é essa a imagem que nos é transmitida por esta obra que, por causa de um enredo parco em emoções, mas também por causa de opções técnicas muito duvidosas, impede o espectador de sentir a adrenalina, o drama e a força humana que marcaram esse salvamento na vida real. 
O resultado final é portanto meramente ameno, já para não dizer completamente desinteressante.  É certo que a história do salvamento é nos contada com um certo detalhe histórico, mas sem a emoção, a ação ou a tensão desejadas. Pelo meio, para prejudicar ainda mais o objetivo emocional do filme, somos ainda presenteados pela negativa com uma história romântica profundamente desnecessária e ridícula que envolve o irritante protagonista e a sua noiva impositiva. Este pseudo romance rouba para si os primeiros vinte minutos do filme, dando assim origem a uma introdução pobre e completamente descabida que ajuda a afundar o potencial desta obra logo nos seus primeiros minutos. Este lado romântico vai reaparecendo e sempre que aparece mata um pouco mais o já parco interesse e tensão da história do salvamento. O final, previsível e imperfeito, nada acrescenta de positivo a um filme humanamente inflexível que é assim tão vazio e aborrecido porque não puxou devidamente pela força natural da história real. A dimensão deste erro está à vista, sendo ainda reforçada por uma carrada de péssimas sequências de ação que, no papel, deveriam até ser fortes e violentas, mas que na realidade acabam por ser tão desinteressantes e tão mansas como um dia calmo em alto mar.

Classificação - 1,5 Estrelas em 5

1 comentários:

  1. É extremamente repetitivo naquilo que escreve, escreve por outras palavras a mesma coisa. No fundo, ao longo do texto, está sempre a escrever o mesmo. (basicamente o que fiz nestas últimas duas frases, só para ter uma ideia de como escreve). Talvez se escrevesse menos e dissesse o essencial (sem se repetir) seria melhor. Ficaria um texto muito mais apelativo. É só uma sugestão, não leve a mal.

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