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Os Vencedores dos Óscares 2021 - A Nossa Análise Aos Vencedores


Já são conhecidos os vencedores da 93ª Edição dos Óscares, onde "Nomadland" foi, sem dúvida, o grande vencedor da noite ao conquistar três prémios: Melhor Filme, Melhor Realizador e Melhor Atriz Principal. Mas, como já tem vindo a ser hábito, houve uma divisão de prémios entre os principais filmes do ano com "Minari, "The Father", "Sound of Metal", "Mank", "Judas and the Black Messiah" e "Promising Young Woman" a conquistarem, pelo menos,um Óscar. Entre os nomeados ao Óscar a Melhor Filme só mesmo "The Trial of the Chicago 7" acabou por não conquistar um único prémio. Vamos agora analisar os vencedores dos Óscares!


Melhor Filme

Nomadland


Tínhamos antevisto a vitória de "Nomadland", aliás quase todo o mundo tinha antevisto esta conquista. Este drama dominou a época de prémios e até a época de festivais (venceu Toronto e Veneza) por isso a sua vitória na principal categoria dos Óscares era mais do que previsivel. E é um prémio mais que justo para um grande filme que....dominou.


Melhor Realizador

Chloé Zhao - "Nomadland"


Parecia certo que a vitória nesta categoria estava reservada para Chloé Zhao por "Nomadland". Após vencer o Prémio dos Sindicatos de Realizadores, Zhao já poderia preparar o discurso de vitória nesta categoria. A sua vitória é justíssima, afinal de contas é a Zhao que tem que se atribuir grande parte da qualidade e do poder este belíssimo drama que dominou o ano transacto. A ver vamos o que Zhao faz agora com o blockbuster "The Eternals".....


Melhor Ator 

Anthony Hopkins - "The Father"


A categoria de Melhor Ator era, como tínhamos dito, muito concorrida. A disputa era entre  Chadwick Boseman - "Ma Rainey's Black Bottom" e Anthony Hopkins - "The Father". O falecido Boseman era apontado como o mais que provável vencedor, já que após conquistar o Prémio do Sindicato era expectável que a Academia também o homenageasse com o Óscar póstumo. É certo que a homenagem a Boseman não seria injusta, mas Anthony Hopkins  é, sem dúvida, um vencedor mais que justo. A sua performance em "The Father" é, sem dúvida, a melhor de um ator este ano e, por isso, merecedora do Óscar.


Melhor Atriz 

Frances McDormand - "Nomadland"


Na disputa cerrada e estrelar entre Frances McDormand, Carey Mulligan e Viola Davis acabou por ser a primeira a sorrir....e com toda a justiça. Este é o segundo Óscar de Melhor Atriz de McDormand em cinco anos e provavelmente não ficará por aqui....


Melhor Ator Secundário

Daniel Kaluuya - "Judas and the Black Messiah"


Esta era a categoria mais previsível da 93ª Edição dos Óscares, já que tudo indica que  Daniel Kaluuya seria o (justo) vencedor. As expectativas confirmaram-se e Kaluuya recebeu o seu primeiro Óscar e deu o segundo galardão a  "Judas and the Black Messiah".


Melhor Atriz Secundária

Yuh-Jung Youn - "Minari


Por momentos houve receios que Maria Bakalova - "Borat 2" chegasse à vitória, mas foi a veterana Yuh-Jung Youn - "Minari"  a conquistar esta categoria. Youn, uma  grande estrela na Coreia do Sul mas virtualmente desconhecida em Hollywood, conquistou o prémio com todo o mérito e colocou "Minari" na lista de vencedores dos Óscares. Era até uma vitória espetada após a sua conquista nos Prémios dos Sindicatos de Atores, mas ainda assim foi justo ver a sua grande performance reconhecida.


Melhor Argumento Original

Promising Young Woman 


Seria injusto se "Promising Young Woman" saísse dos Óscares sem nenhuma vitória. Esta injustiça acabou por ser evitada pela sua vitória na categoria de Argumento Original que, assim, premiou uma história surpreendente a todos os níveis que apoia, claro, as grandes lições reiteradas pelo Movimento MeeTo. A vitória da obra de Emerald Finnel nesta categoria acabou por significar a ausência de "The Trial of the Chicago 7" de Aaron Sorkin da lista de vencedores dos Óscares, mas tendo em conta o valor dos dois filmes em discussão não há dúvidas que "Promising Young Woman" é o vencedor mais justo.


Melhor Argumento Adaptado

The Father


No que toca ao Melhor Argumento Adaptado, Chloé Zhao e o seu "Nomadland" eram os favoritos, mas seguindo a ordem de divisão de prémios é mais do que aceitável a vitória de "The Father". Verdade seja dita que o seu argumento é igualmente magistral...


Melhor Filme de Animação

Soul


"Soul" era o grande favorito e acabou por ser o grande vencedor. Numa categoria sem grande história, "Soul" dominou, pese embora a qualidade de obras mais indies como "Wolfwalkers", "A Shaun The Sheep Movie: Farmageddon" e "Over The Moon".


Melhor Filme em Língua Estrangeira

Another Round (Dinamarca)

Outra categoria que era mais que previsível. "Another Round" era o grande candidato e confirmou a vitória sem surpresa. Este foi, aliás, o Melhor Filme Europeu de 2020.A nomeação de Vinterberg na categoria de Melhor Realizador também  já indicava este desfecho e nem mesmo a também dupla nomeação de "Collective" (Nomeado a Melhor Documentário) alterou o inevitável.


Melhor Documentário

My Octopus Teacher


Foi na categoria de Melhor Documentário que existiu a maior surpresa da noite.Poucos esperariam que a Netflix e "My Octopus Teacher" conquistassem este Óscar...Numa categoria com belos e sérios documentários como  "Time", "Crim Camp" e "Collective" era altamente imprevisível que um documentário sobre a relação de amizade entre um Humano e um Polvo levasse para casa o Óscar, mas as suas qualidades técnicas acabaram por superar a fragilidade do tema e acabaram por lhe dar uma vitória surpreendente, mas que serviu para quebrar a grande previsibilidade desta edição.


Melhor Fotografia

Mank


Uma vez mais, "Nomadland" era o favorito, mas se haveria categoria que poderia perder sem grande escândalo seria esta. "Mank" surgia como o outro favorito à vitória e acabou por conquistar o tão desejado prémio por via de Erik Messerschmidt. O filme de Fincher era o filme com mais nomeações, mas acabou por sair só com duas vitórias, sendo que o Óscar de Melhor Fotografia acabou por ser o de maior relevo que conquistou.


Melhor Banda Sonora

Soul


Serão os Óscares a noite de Trent Reznor? Foi esta a pergunta que fizemos e a resposta acaba por ser positiva. Reznor estava nomeado pelo seu trabalho sonoro em dois  filmes, "Mank" e "Soul", e acabou por ser por este último que conquistou esta categoria. Tal como "Nomadland", Trent Reznor era um dos grandes favoritos desta edição, pelo que este Óscar (o seu segundo da carreira) é mais que justo.


Melhor Canção Original

"The Life Ahead" - "Io Si (Seen)" 

"One Night in Miami" - "Speak Now" 

"Judas and the Black Messiah" - "Fight for You" 

"The Trial of the Chicago 7"- "Hear my Voice"

"Eurovision Song Contest" - "Húsavík"

 

Não foi desta que Diane Warren conquistou o tão desejado Óscar e terá, assim, que esperar por uma eventual 13ª Nomeação....A vitória foi para a música "Fight for Her" de "Judas and the Black Messiah" que assim conquistou o seu segundo Óscar da noite. A música de H.E.R. e Dernst Emile II; com letra de H.E.R. e Tiara Thomas, levou assim a melhor sobre "Speak Now" de "One Night in Miami" que levou assim a que este drama da Amazon saísse dos Óscares sem nenhuma conquista.


Melhor Som

Sound of Metal


Este ano as categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Mistura de Som foram consolidadas numa só categoria. Entre as nossas previsões podia até ser estranho ver "Sound of Metal", um filme onde a surdez é destacada, como o favorito, mas certo é que foi mesmo isto que acabou por acontecer.Uma vitória justíssima para um filme que destaca a surdez, mas eleva o som de uma forma sublime


Melhor Guarda Roupa

Ma Rainey's Black Bottom


Já se sabia que "Ma Rainey's Black Bottom" da Netflix poderia brilhar nas categorias técnicas e foi neste segmento que acabou por conquistar os seus dois Óscares. Era um dos grandes favoritos nesta categoria, até porque o seu guarda roupa esteve a cargo da veterana Ann Roth que, assim, conquistou o segundo Óscar da sua carreira com a bela recriação do guarda roupa do início do Século XX. Aos 89 Anos, Roth tornou-se também na pessoa mais velha a ganhar um Óscar.


Melhor Edição

Sound of Metal


Havia imensas possibilidades aqui, mas "Sound of Metal" cumpriu as expectativas e levou esta categoria para casa. Um prémio justo que premeia um dos grandes filmes do ano que, assim, acabou por vencer dois Óscares.


Melhor Caracterização

Ma Rainey's Black Bottom


Favorito desde o primeiro dia "Ma Rainey's Black Bottom" cumpriu e conquistou a vitória, dando assim o primeiro Óscar da carreira a Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal e Jamika Wilson. É certo que nesta categoria qualquer nomeado poderia ganhar, mas este sempre foi o grande candidato.


Melhor Direção de Arte

Mank


Era à partida uma das categorias mais renhidas dos Óscares, sendo também das mais complexas de prever. A bela recriação da Era Dourada de Hollywood acabou por valer a Donald Graham Burt e Jan Pascal Óscar por  Mank.


Melhores Efeitos Especiais

Tenet


"Tenet" e "The Midnight Skyeram os únicos blockbusters nomeados e eram os favoritos. Devido à Pandemia, este ano, a categoria de Melhores Efeitos Especiais contava com mais surpresas indie do que havitual, mas acabou mesmo por ser um grande blockbuster de Hollywood a vencer o prémio e, assim, a não quebrar a tradição. "Tenet" sai assim dos Óscares com uma vitória que, verdade seja dita, era bastante previsível atendendo à concorrência. 


Melhor Curta Documental

Colette

 Melhor Curta-Metragem 

Two Perfect Strangers

 Melhor Curta de Animação 

If Anything Happens, I Love You

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